sábado, 9 de agosto de 2014

São Cornélio em Festa

Férias de emigrantes alteram data

  Na igreja católica, o dia de São Cornélio, 21º papa,  é comemorado em 16 de setembro, por ter sido nesse dia, do ano 253,  que foi degolado, segundo São Jerónimo. 



São Cornélio com o hierofonte ou  cruz papal, formada por três barras, decrescentes em tamanho e cortando uma haste vertical. As três traves imbolizam as funções do Papa, sucessor de São Pedro.



Este ano a festa ao padroeiro foi antecipada para agosto, para permitir a particicipação dos muitos emigrantes que neste mês gozam férias na aldeia.



A festa religiosa consistiu numa missa, na capela nova, às 11h30, seguida de procissão com dois andores.


Em grande número, jovens e crianças, filhos de emigrantes, participaram nas celebrações religiosas e laicas.


Andor de Nossa Senhora de Fátima.



Emigrantes carregando andor do patrono aos ombros, em cumprimento de promessa.




Padre João, jovem barrosão, pároco das freguesias da Castanheira, celebrando a eucaristia. Substituindo o senhor padre Delmino, cativou  pela empatia, calma e autoridade evidenciadas. Está talhado para se tornar num líder espiritual com futuro brilhante. 



Charanga de Verim, CBD,  tocando o hino de Nossa Senhora no final  da missa.



Quem também esteve em festa, recentemente, foi o senhor José Augusto. A ele, parabéns pelo seu 90º aniversário.



A pedra mestra da igreja é ela, Dona Berta, a quem os homens obedecem com a reverência que se devota aos chefes carismáticos.



Post scriptum: A senhora da foto não se chama Berta mas Onorina, esclarece, no seu comentário, o senhor João Ramos. 



Capelas de São Cornélio: a velha e a nova.



A atuação da Charanga de Verim, ao lado da tasca, foi prejudicada pela  música saída da aparelhagem do Agrupamento Musical Anaconda,  contratado para atuar no arraial.




A festa de São Cornélio terminou calmamente; bem diferente da zaragata de há 69 anos, ocorrida em 16 de setembro de 1945, entre dois grupos rivais.  No tiroteio foram mortos dois rapazes de Paradela e quatro de Travancas foram condenados a 25 anos de cadeia cada um, sem no entanto o tribunal ter apurado a autoria dos disparos mortais.


Reencontro em São Cornélio, de filhos de emigrantes. O portuguesismo do Steven, emigrante em Paris, é elucidativo da ligação afetiva dos jovens à terra dos pais.



Em festa, São Cornélio tem outro encanto.



2 comentários:

Joao Ramos disse...

Caro e ilustre amigo. Obrigado pelas tão nobres reportagens que vem fazendo e que deste modo nos habituou, é sempre com orgulho rever e sentir o que se passa nesse reino distante, mas cheio de tradições, tão belo de paisagens e de gentes. Simplesmente de referir que a senhora que fotografou, não é a sra Berta, mas a sra Onorina, bem haja amigo.

euroluso disse...

Sr. João Ramos

Obrigado pelas palavras de apreço e pela correção do nome da senhora fotografada.