terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Santa Luzia sem Neve

Nem pró outro dia


Orjais, freguesia de São Vicente da Raia





Para que quero eu os olhos,
Senhora Santa Luzia,
Se não vejo o meu amor,
Nem de noite nem de dia.

(Popular)


Santa Luzia tem uma capela em Orjais, onde o senhor padre Delmino apenas vai rezar missa em ocasiões especiais, como domingo passado, para celebrar, antecipadamente, a festa da padroeira da aldeia, a única nas terras altas da raia flaviense. A capela da santa, mais próxima desta, fica nas Nogueirinhas.




Estive em Orjais na véspera, para conhecer o programa da festa, limitado à missa com procissão à volta da capela e música, no  alto-falante.




Já me apetece ver neve mas receio que este ano não se cumpra o provérbio

Se não neva na Santa Luzia
neva pró outro dia



Névoas e chuva é o que temos!




Feira do 2º domingo de Dezembro

Feira animada, antes da missa, com a chegada dos de São Cornélio e de Argemil.


Feira transfronteiriça! Desta vez andaram por cá uns galegos a tirar fotos e a comprar foles.


Como todas as feiras, a de Travancas é um espaço de relações sociais.


Além de ser um lugar onde se vai às compras.



Calcetamento novo

Está a ser calcetada a rua que vai do Largo de São Bartolomeu até ao Lar de Nosso Senhor dos Aflitos




Tempo de Matanças

Arquivo
"Hoje matou a Áurea" - Todavia, para as carnes enrijarem, seria melhor se estivesse mais frio, comenta o meu vizinho.


 Rijões, pão centeio e vinho. Que bom petisco!




sábado, 3 de dezembro de 2011

Rocas ao Jantar

Apanhando cogumelos

Rocas assadas ns brasas 
Se à diversidade de cogumelos acrescentarmos as designações locais, torna-se complicada a um leigo, a tarefa de  distinguir as diferentes espécies de cogumelos comestíveis.  Entretanto, espero um dia, ficar apto a identificar corretamente mijacões, míscaros, tortulhos, rocas,  rocos ou roques, frades, cardielas, boletos, sanchas...



Durante a estadia da Princesa em Travancas, fomos os dois à apanha de cogumelos. Da primeira  vez fomos às Favas, onde há dois anos tinha estado com o Zeca e o senhor Delmar.


Nos lameiros por onde andámos, apenas encontrámos este cogumelo comestível, ainda com o chapéu por abrir.


Depois, no vale da Bouça....


...vimos lindos cogumelos.



Cogumelos...  venenosos!



No dia seguinte, fomos à Regada. Estava uma linda tarde de sol.



Nada de cogumelos nos lameiros.


O encontro com o senhor Manuel Pinto, pastor de Travancas, serviu para uma troca de palavras sobre gado ovino.



No fim da conversa, mostrou-nos uma roca, a única que apanhámos, durante toda a tarde.


A pouca sorte na apanha foi compensada  pela vista de diferentes tipos de cogumelos não comestíveis.








Bonitos cogumelos presos a uma giesta.





Na nossa caminhada, passámos pela  capela do Senhor dos Aflitos e subimos a encosta, em direção a Roriz.



Nem na touça vimos cogumelos comestíveis.






De lá fomos à Ribeirinha e depois subimos por um caminho que vai dar à capela do Senhor do Socorro, em Argemil. No regresso a casa, tínhamos uma grande cesta, para guardar uma roca!


Cogumelos apanhados em duas tardes. As rocas são os mais vulgares mas bastante saborosas. Antes de serem postas nas brasas, são lavadas. Depois de assadas, são temperadas só com sal e azeite.



Saborosa entrada de rocas assadas, ao jantar.



Dias depois...


A esposa do senhor Manuel Pinto, à saída da missa, disse-nos que o marido, pastor que tínhamos encontrado no dia da apanha  de cogumelos,  tinha guardado em casa um saco deles, para no-los oferecer.


Algumas das rocas e dois grandes tortulhos, gentilmente oferecidos.


Os tortulhos, por serem mais raros que as rocas, têm um valor comercial mais elevado. Aprendi que a parte inferior do chapéu, lisa e mais escura, não é comestível.


Os cogumelos, assados nas brasas ou guisados com presunto, numa panela, em azeite da Terra Quente, são um delicioso manjar. Contudo, de acordo com mestres de culinária, perdem o sabor natural,  quando são demasiado condimentados.



Rico jantar!
Senhor Manuel Pinto, obrigado!




terça-feira, 29 de novembro de 2011

Chegaram as Matanças´11

...e as geadas

O tempo frio, propício à matança da marrã e à cura das carnes, está de volta. Nas duas últimas noites cairam geadas e no passado fim-de-semana já se mataram as primeiras cevas.






Matança do reco em casa do senhor Sá, Argemil.


Matador experiente  a cortar o balho.





Dentro de momentos o balho será transformado em saborosos rijões.



A ver, juntos, a matança, quem disse que não são amigos?