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segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Pintor de Argemil no Chaves Viva

Luis Batista em exposição coletiva

Luís na inauguração da "Exposição Coletiva de Artes Plásticas 2014", em outubro, no salão multiusos do Centro Cultural de Chaves, instalado no espaço dos armazéns da antiga estação dos caminhos de ferro.



O pintor de Argemil foi convidado pela Câmara Muniicipal e pela Associação Chaves Viva para integrar uma exposição que juntou trabalhos de 14 artistas plásticos flavienses.


O objetivo da mostra é o de dar a conhecer ao público novos trabalhos, de variados estilos, dos artistas convidados. 



Coube ao presidente da autarquia flaviense a inauguração da exposição coletiva.


Cocktail


A exposição esteve aberta ao público até ao início de novembro.


No decorrer da inauguração teve lugar um mini concerto de violino, dado por um aluno da  Escola de Música e Ballet Mozart.



 Tiago Vidago, violinista.


Com a participação em exposições individuais ou coletivas,  o jovem de Argemil afirma-se no meio artístico flaviense e vai ganhando visibilidade no público atento a eventos culturais. A notoriedade do pintor não deixa de ser positiva para a imagem da terra.


Luis e Ricardo Costa,  jovens artistas a abraçar o futuro.







quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Um Mundo Melhor

Exposição do jovem Pintor de Argemil  em Chaves




Sexta-feira, 6 de janeiro de 2012, é inaugurada às 18h30, a exposição 'Um Mundo Melhor', do jovem pintor de Argemil, Luis Batista, na sala Multiusos do Centro Cultural de Chaves.



Luis mostra o que vale
A exposição,  organizada pela Associação Chaves Viva e pelo Municípo de Chaves, ficará aberta ao público, incluindo aos sábados de tarde,  até ao dia 24 de janeiro.


Apesar do jovem não ter ido à TV  apresentar o trabalho, o seu objetivo "ficar mais conhecido" vai ser concretizado com esta exposição individual, num espaço  nobre da cidade de Chaves, o pavilhão multiusos do Centro Cultural.  A exposição vai-lhe abrir horizontes que poderão mudar o rumo da sua vida.






Fiquei satisfeito quando o Dr. António Ramos, presidente da Associação Chaves Viva, na sequência da postagem  sobre "O Pintor de Argemil", que publiquei no blogue Travancas da Raia, me contatou a informar-me que a "Chaves Viva terá muita honra em dar oportunidade a um nóvel artista flaviense de expor a sua criação através da arte na tela". A promessa está a cumprir-se. Falta agora esperar pela reação do público flaviense e pela crítica de especialistas.


Ao Luis, formulo votos que passe com êxito no teste.
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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

O Pintor de Argemil

Autodidata

Chama-se Luís
Luís Carlos Batista, 24 anos

Começou a desenhar na escola primária. Quando regressavam dos passeios fazia 'desenhos que ficavam sempre na parede'.


Na primária descobriu 'que gostava de desenhar. Ao princípio era com lápis de cor e depois com carvão, na telescola' - 5º  e 6º anos - em São Vicente.

Nesse tempo ´Copiava desenhos animados que via na TV'.

'No 6º ano, o professor fez um concurso para ver quem desenhava melhor. No fim ganhei eu'.
O Luis vive, com os pais e a irmã, em Argemil da Raia, freguesia de Travancas. Às vezes, como na campanha da maçã, na Galiza, faz jeiras para ajudar a família.






No verão passado, trabalhou como empregado de mesa no Café Geraldes em Chaves, onde teve quadros expostos, ao lado do quadro de Mário Lino, pintor flaviense. Não o conhece mas gosta das cores do artista.


 
 
 
 
 
 
 
No ensino unificado - 7º , 8º e 9º anos - estudou em Chaves, na Escola Dr. António Granjo. Nessa altura fazia desenhos a carvão e com tinta.




Tinha sempre a nota máxima a Educação Visual e a Tecnologia. 'O professor não me dava mais porque não podia', recorda, embevecido, os tempos em que o professor o ajudou a fazer uma exposição individual, na escola.

O Luís não fez o ensino secundário - 10º, 11º e 12º anos, porque o curso de Desenho Gráfco, que pretendia seguir, só existia no Porto e em Lisboa e a família não dispunha de meios económicos, para o mandar estudar.  Ficou na aldeia, de onde emigrou para Madrid e por lá permaneceu alguns anos.



Sensibilidade artística
 
 
O Luís é um rapaz sociável, dando-se bem com os moços e moças da terra, como aliás acontecera na escola, onde teve bom relacionamento com os professores.

 
No dia a dia, concilia um visual moderno, com a preservação de valores tradicionais como a família, a amizade e a prática religiosa. Em 2008, foi padrinho de crisma de um amigo.


A pintura do jovem artista está carregada de erotismo. Retrata nús femininos que evidenciam graciosidade e  leveza.
 
 
Gosta de pintar flores, especialmente jarros brancos e antúrios vermelhos, flores que no plano simbólico aparecem associadas à pureza e à paixão.


A própria forma das flores sugere uma cópula vaginal.

Potro, garanhão




É na tela da palete do atelier improvisado, na lareira da casa paterna, que Luis  retrata emoções,  sentimentos, ideias e visões de um mundo real ou imaginário.


'Gosto de pintar paisagens', segreda-me.


Paisagem ao luar

 Por-do-sol tropical



A sua obra reflete também a cultura transmontana em que está inserido.



Apesar da sua juventude, Luís já tem uma vasta obra feita que ultrapassa centenas de pinturas. No entanto nenhuma é a óleo. Sem dar explicações, diz-me apenas 'Não pinto a óleo, já pintei'.




Pinta grandes superfícies, como a parede exterior desta casa de Argemil.
A parede interior de um salão de cabeleireiro.


A decoração de um quarto de criança.


O jovem pintor faz trabalhos por encomenda. Faz de tudo. Tem divulgado a sua obra, num café de Argemil, no Geraldes de Chaves e na feira mensal de Travancas. Tudo começou no entanto em Madrid, no café onde trabalhou, graças ao patrão que o deixava expôr. Foi aliás, na capital espanhola que começou  a comprar pincéis, tintas, telas e a pintar lojas.




Projetos
Dadas as dificuldades que enfrenta, não faz parte dos projetos do pintor autodidata, retomar os estudos de artes gráficas.  No seu horizonte está a eventual realização de uma exposição conjunta com um pintor de Vila Real. O que o preocupa, como a todos os jovens, é obtenção de meios económicos que lhe permitam sobreviver sem a ajuda dos pais. Para isso, o seu objetivo passa por 'tentar ficar mais conhecido, ir à TV apresentar o trabalho'.
Quanto a mim, desejo que algum "olheiro" da pintura o descubra e que, além de o incentivar a conhecer grandes mestres da pintura universal: Picasso, Van Gogh, Michelangelo, ou transmontanos como Graça Morais, Nadir Afonso e Mário Lino, lhe dê a oportunidade de mostrar  o que vale.


Contato do pintor

telemóvel 93 467 99 17