domingo, 10 de fevereiro de 2013

Neva intensamente

Carnaval de branco?

As aldeias da freguesia podem ficar cobertas de branco neste carnaval, se se confirmarem as previsões metereológicas, de queda de neve até segunda-feira, ao anoitecer.
 
 
A neve começou a cair, com grande intensidade, há instantes, quando faltavam alguns minutos  para as 17 horas.
 

 17h10. A neve pegou bem no  cabanal.
 
 
18h30. Parou de nevar, passada meia hora, contrariando a expectativa de que iria cair uma grande nevada.
 

18h30. A queda de neve não é continuada, derretendo, nos intervalos, nos lugares mais húmidos.
 
 
18h30. No entanto, cada vez que neva, por alguns momentos, os campos e telhados cobrem-se de branco novamente.
 
 
Meia noite, mais uma nevascada. É possível que segunda-feira de manhã, Argemil, São Cornélio, Roriz e Travancas acordem cobertas de branco. Oxalá!
 
 

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Névoas Raiotas

Alegoria às Brumas de Avalon

Travancas não é a brumosa ilha de Avalon, terra encantada que as mulheres governam pelo seu poder de gerar vida.
 

Nem nela andou Lancelot, o mais valoroso cavaleiro da Távola Redonda, por quem se apaixona a bela raínha Guinevere, esposa do Rei Artur.
 


A enevoada terra raiana, situada nos confins do Reino Maravilhoso, conto de Miguel Torga, encanta, todavia, quem sobe à montanha e entra no planalto ecológico pela porta da Pedra Bulideira, guardiã de um segredo, desvendado a portadores de sabedoria.


 
Terra de celtas, povo que deixou  herança genética e práticas culturais, nos costumes pagãos dos primitivos habitantes da freguesia, partilha com Avalon, além das brumas, o património das lendas do Ciclo Bretão.
 

 
Os amores entre Guinevere e Lancelot trazem à memória outros amores de perdição, há meio século atrás, entre um capitão do exército português - casado e anti-salazarista - e uma simpática, extrovertida e liberal filha raiota,  cuja voz doce e reconhecida beleza, tinham o dom de pôr os homens de cabeça à roda e prostá-los de desejo a seus pés.
 
 
 
A relação entre os dois amantes termina com o assassinato do capitão, encontrado por cães, enterrado nas dunas da praia do Guincho. Jose Cardoso Pires inspira-se nessa trama passional para escrever  "A Balada da Praia dos Cães", premiada obra que está na origem de um filme com o mesmo título.
 
 
 
Nas névoas raiotas não há nenhum bardo, espécie de trovador celta, como Kevin, o melhor harpista do reino de Artur,  mas gaiteiros, sempre houve e haverá, como os que tocavam para enamorados nas eiras e no largo, onde estes bailavam.
 
A murinheira trina trina
A murinheira trinará
A murinheira anda prenha
A murinheira parirá
 
 
Voltando a Avalon, a Ilha Sagrada, guardiã de mistérios eternos, houve um tempo em que, segundo a maga Morgana, irmã do Gande Rei Artur, "os  portões entre os mundos (mitológico e o real) flutuavam por entre as brumas e estavam sempre abertos um para o outro, conforme o que o viajante pensasse e quisesse".
 
 

De igual modo, as névoas que cobrem, noite e dia, o Reino Maravilhoso, entre o equinócio de outono e o da primavera, entranham-se em nós, dando-nos a sensação de estarmos  num mundo fantasmagórico, onde vivem trasgos, duendes, gnomos, bruxas e zangões.  Neste Reino, onde se ouve a voz do silêncio, até as pedras falam!
 
 
 
Envolvidos no denso nevoeiro, compreendemos as interrogações de Igraine, esposa do duque da Cornualha - Uma das seis nações celtas, situada no sul do Reino Unido -  e mãe do Grande Rei Artur. Sob a neblina, como é que ela, ou outrém, alguma vez poderia saber quando é que o dia e a noite têm a mesma duração, para poder celebrar a festa do ano novo pagão?
 
 
 
A capital do reino, Camelot,  fica  na Bretanha,  mas na Capital da Batata brotam, igualmente, fontes de água cristalina,  onde o mago Merlim e os Cavaleiros da Távola Redonda poderiam saciar-se sempre que subissem à montanha, para tomar a poção mágica.
 
 
Entre quem é!
Embora o Reino Maravilhoso não seja  rodeado de mar, como Avalon, para o alcançar, o viajante não tem de interrogar o grande oceano magalítico  porque o nume invisível lhe ordena:-Entre! A gente entra, e já está em Travancas, no Reino Maravilhoso!  
 
 

Janeiro em gaélico quer dizer Eanáir, a Lua amarela da cor do feno e do hidromel. Ela representa o tempo em que os antigos pagãos preparavam os campos para o ciclo de celebrações das colheitas.
 
 

"O solstício de inverno lembra-nos que a escuridão, o frio, a noite longa e o dia breve, o fim, afinal são um recomeço e, a partir do ponto de transição, a escuridão pouco a pouco de novo cede o lugar à luz, o frio desaparece, a noite se encurta e o dia se alonga, o fim é afinal um novo princípio".
 
 
 
Brumas de Avalon, lugar imaginário, de tal modo envolvido pelas névoas, que nenhum ser humano nunca o pôde alcançar e contaminar com a sua incredulidade. 
É preciso que dentro de nós tenhamos também a nossa própria Avalon,  a nossa capacidade de imaginar e sonhar, e tê-la sempre protegida, arredada da falta de crença de que não podemos alcançar a nossa utopia
 
 
 

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Navalhas de Travancas

Souvenirs da terra

Desde as festas do verão de 2012, que o Café Central tem à venda navalhas com o logotipo de Travancas. As primeiras esgotaram-se rapidamente. Só os galegos, da Xaranga de Verin, no São Bartolomeu, levaram várias. Os emigrantes fizerm o mesmo. À minha conta também comprei quinze, tendo oferecido algumas como prenda de Natal!



 O tempo em que os recuerdos de Travancas se resumiam a pratos decorativos e imagens em papel, do Senhor dos Aflitos, já lá vai!
 
 

O Beto teve de encomendar uma segunda remessa, com o logotipo de "Travancas, Capital da Batata", à cutelaria de Palaçoulo. A produção de talheres e navalhas, de excelente qualidade, leva o nome da aldeia de Miranda do Douro a todo o país e ao estrangeiro.

 
 
A prática de comer um cibo de presunto, salpicão ou chouriço, num bocado de pão, é tão corrente que o ato, numa adega, onde se recebem amigos e se bebe um copo de vinho, ganhou estatuto de ícone, da identidade cultural transmontana.
 


O pão, seja centeio, trigo, de mistura ou broa,  cozido quase sempre em fornos de lenha, acompanha postas de carne de  vitela  ou de marrã, cortadas com a navalha.
 

 
Diz o povo, com razão, que "quem come o peguilho sem pão é lambão"!
 
 
 
 
Mas a navalha, além de servir para cortar o pão e o peguilho, no campo ou em casa, tem utilidades múltiplas, sendo um utensílio indispensável no bolso de qualquer um. Serve, no tempo das matanças, para aguçar o espeto de urze que assava, no  braseiro, o  "chisquete", roubado ao alguidar da sorça. Para "capar" melões, para cortar baraços das sacas... Para ajustes de contas em arraiais distantes, com desfechos imprevisíveis. Para "raspar" alguma letra desajeitada nas cartas de namorados e até para cortar o cordão umbilical do ciganinho  que o senhor Anselmo, guarda-fiscal, ajudou a nascer na beira da estrada...
 
 
 
As matanças acabaram. Parte do fumeiro foi guardada para consumo doméstico, ao longo do ano; outra parte foi escoada para consumo de particulares e restaurantes dos centros urbanos. Agora é o tempo das feiras gastronómicas. A próxima, designada por mostra dos "Sabores de Chaves", decorre nos dias 1, 2 e  3 de fevereiro. 
 
 
 
Ao mata-bicho, nas patuscadas ou montarias, a navalha é indispensável para comer talhadas de presunto no pão!
 
 
 
Por isso, da próxima vez que vier a Travancas; quando visitar ou receber amigos, compre e ofereça, como recordação, navalhas de Travancas, Capital da Batata! 
 
 
  

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Já Neva em Travancas

E que saudades, Deus meu!
 
A neve veio, fnalmente, durante a noite de 21 para a manhã de 22 de janeiro. Nevou durante o dia, prevendo-se nova nevada na noite de hoje.
 

Imagens de Travancas
 
 
 
Quando estas terras de montanha ficam cobertas de branco
 
 
 Alunos de Travancas, Roriz, São Vicente, Castanheira e de outras freguesias dispensados, quarta-feira, das aulas em Chaves.
 
 


 



 

 
 

 
 
 Fotos de arquivo  

Menino ou menina?

Natal vai chegar na primavera!
 
Flamenguinho ou flamenguinha?
 
 
A princesa vai-me dar um neto.
Só na próxima ecografia se saberá o sexo.
 
 
Mais uma criança para alegrar Travancas, nas férias!
 
 
 
 


 O anjo Gabriel

Esperança que não morre