segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Mais uma nevascada

E já vão três nevadas em fevereiro!

Dias três e dez de fevereiro cairam duas boas nevadas. A de hoje não passou de nevascada. Começou depois do meio-dia, tendo nevado intensamente durante cerca de duas horas.





Como o chão estivesse molhado e a temperatura não chegasse aos zero graus, a neve levou tempo a pegar e derreteu-se pouco tempo depois de ter parado de nevar.










 No Vale Grande, ao cair do dia


Fui até à Cota de Mairos  para ver o aspeto da nevada no Vale Grande, mas o panorama era mais ou menos idêntico ao da aldeia.



No entanto, como a temperatura lá para riba era mais baixa, à volta de meio grau positivo, alguma da neve conservou-se até ao anoitecer.



Na fronteira, mas já em território galego, encontrei o jovem pastor de Argemil a aquecer-se ao lume enquanto apascentava o rebanho. 



Marco fronteiriço número 266, junto aos aerogerdores.



Márcio, guardador de ovelhas.








Ála, que aqui no Alto da Cota o vento frio é de rachar!

 
E marchei-me para baixo, para as Trabancas.



Cocoricó

O  galo, símbolo de vigilância

Todas as manhãs, o galo do vizinho, com o seu cocoricó, anuncia a alvorada.  O canto ouve-se nas casas mais próximas. Até a mim, ferrado no sono, consegue despertar-me! 






Mas, na cidade, os totós que nunca viram uma pita, desconhecem as sonoridades da ruralidade.


Ave de esporas e bela plumagem, o galo, pelo seu canto madrugador, foi adotado, desde a antiguidade, como símbolo do despertar e renascimento para uma nova vida.








Presente em diversas culturas, é símbolo nacional da França. Em Portugal, o Galo de Barcelos aparece associado à justiça, aplicada com justeza.







Na cultura cigana, um belo poema, referindo-se ao galo, diz dele que "eu sou aquele que canta o raiar de um novo dia, de uma nova vida e de uma nova esperança".








Entre os cristãos, o galo, altaneiro e vigilante, aparece nos cataventos das torres de igrejas, a anunciar a vitória da Luz sobre as trevas!
Cocoricó!



terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Primeira nevada do ano

 Manto branco cobre aldeias da montanha

Segunda.feira, 3 de fevereiro, as aldeias do planalto ecológico que vai da Bolideira a Travancas acordaram  cobertas de  neve.



Nevou na noite de domingo e segunda de manhã. Foi uma boa nevada!


Entretanto, a subida de temperatura e  a chuva caída no dia de hoje, terça, já derreteram a neve, exceto nos lugares mais abrigados do sol.


 
Para quarta-feira há previsão de queda de neve nas terras altas. Confirmar-se-á outra nevada?












































segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Sabores de Travancas

Na Feira dos Sabores de Chaves

Foto picada da internet
A dona Conceição, esposa do senhor José Pinto, tal como em edições anteriores, representou Travancas na Feira dos Sabores de Chaves, realizada entre 31 de janeiro e 2 de fevereiro.










Embora tenha mais visibilidade por participar nas feiras, a dona São não é a única a fazer fumeiro para venda. Tanto em Travancas como em Argemil, São Cornélio e Roriz há mais famílias que criam recos, matam e fazem fumeiro com o objetivo de complementar o rendimento do agregado familiar.



Entrevistada pela SIC na Feira dos Sabores, deu a conhecer aos telespectadores,  a excelência do fumeiro caseiro feito com carnes de reco criados num anexo da casa, à boa maneira transmontana.



O processo de cura das alheiras, chouriças,  sangueiras e salpicões é feito, como manda a tradição, no lareiros, paus pendurados por cima da lareira. As panelas de ferro continuam a ser usadas para aquecer água, fazer o caldo e cozer batatas para os porcos, ou não fosse Travancas a Capital da Batata!


 
As suas chouriças de cabaça são muito boas mas é o delicioso bucho que faz parte da ementa da ceia de Ano Novo, em minha casa, há vários anos!


O saber e o sabor da genuína gastronomia transmontana na Feira do Fumeiro de Chaves!



sábado, 25 de janeiro de 2014

Sonho americano

Música de Joe Dassin, versão francesa de Yellow River


Este motociclista é um filho de Travancas, da família dos Melo. Tem passaporte português e...  coração americano!




Mes amis, je dois m´en aller
Je n´ai plus qu´à jeter mes clés
Car elle m´attend depuis que je suis né
L´Amérique

J´abandonne sur mon chemin
Tant de choses que j´aimais bien
Cela commence par un peu de chagrin
L´Amérique




Denis emigrou para os Estados Unidos, depois de ter estado em França. Na terra de sonho, a sua grande paixão são as Harley. Com os amigos percorreu,  na sua motocicleta, os estados da Carolina do Norte, Carolina do Sul, Virginia, Kentucky, Pensilvania, Vermont,  Massachussets, Tennesse, Geórgia, Delaware, Nova Hampshire e o Canadá.




Mes amis, je vous dis adieu
Je devrais vous pleurer un peu
Pardonnez-moi si je n´ai dans mes yeux
Que l´Amérique

Je reviendrai je ne sais pas quand
Cousu d´or et brodé d´argent
Ou sans un sou, mais plus riche qu´avant
De l´Amérique




















L´Amérique, l´Amérique, je veux l´avoir et je l´aurai
L´Amérique, l´Amérique, si c´est un rêve, je le saurai

Tous les sifflets des trains, toutes les sirènes des bateaux
M´ont chanté cent fois la chanson de l´Eldorado
De l´Amérique






A casa  do emigrante motociclista  na cidade de Bridgeport, Connecticut, Estados Unidos.  Uma típica casa americana, sem muros a separá-la da rua!



Nevada de 09-02-2013

Bridgeport, situada 100 km a norte de Nova Iorque, é um cidade de invernos rigorosos, onde a neve, por vezes, chega a ter dezenas de centímetros de altura. As nevadas de Travancas, em comparação, são suaves; enchem o olho sem causar transtornos à mobilidade de pessoas e bens.




L´Amérique, l´Amérique, si c´est un rêve, je rêverai
L´Amérique, l´Amérique, si c´est un rêve, je veux rêver
A América, a América, se é um sonho,  eu sonharei
A América, a América, se é um sonho,  eu quero sonhar





Denis, exceto a letra da música, da versão francesa de Yellow River, a informção e as fotos foram tiradas do teu blogue Travancas Native. Espero que te sintas tão bem em Travancas da Raia como eu gosto de te ter cá, até porque tu próprio és Travancas... na diáspora!


A propósito, fica o convite aos emigrantes, visitantes do blogue, para colaborarem em postagens, dando visibilidade a quem está longe dos olhos, perto do coração!

EUA - Costa Leste - White Plains, Mount Vernon, Kennesaw ...
Brasil  - Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo...
Bélgica - Flandres,  Hainaut, Bruxelas...
Suiça - Genebra,  Valais, Zurique, Friburgo, Graubunden...
Espanha - País Basco, Catalunha, Galiza, Valladolid, Madrid...
Andorra
Alemanha
França - Região de Paris, Alsácia ...  Salut Erstein!






sábado, 18 de janeiro de 2014

Adeus Augustinho

Comoção na partida para a Eternidade


Augusto Santos, carinhosamente tratado por Gostinho, partiu para sempre, aos 47 anos, deixando dor e tristeza entre aqueles que o conheceram e amaram. Um mar de gente despediu-se dele, acompanhando-o até à última morada.




Foi neste lameiro, no Vale da Bouça, pelas 15 horas do dia 10 de janeiro de 2014, que tombou, ad aeternum, um dos homens mais novos da aldeia. O coração de Gostinho parou de pulsar quando andava, como sempre, atrás das vacas, sua grande riqueza. 
 
 
 
 
Um homem trabalhador e solidário.
Em público, era habitual vê-lo nas matanças, nas ceifas, no arranque das batatas, a tocar as vacas, a pisar as uvas no lagar e nos intervalos da labuta, no Café Central, à conversa com vizinhos e amigos.
 
 
 
 
 
De compleição robusta, faces rosadas e percetível boa disposição, Gostinho tinha aparência de homem que goza de saúde rija. O coração, no entanto, atraiçoou-o.
 
 
 
 
 
 
 
 

Descansa em paz, Gostinho.
 
 
 

À família enlutada: mãe, irmãos e sobrinhos, sentidas condolências pela perda do ente querido.
 
 
 
 


Se eu morrer antes de você, faça-me um favor:
Chore o quanto quiser, mas não brigue comigo.
Se não quiser chorar, não chore;
Se não conseguir chorar, não se preocupe;
Se tiver vontade de rir, ria;
Se alguns amigos contarem algum fato a meu respeito, ouça e acrescente sua versão;
Se me elogiarem demais, corrija o exagero.
Se me criticarem demais, defenda-me;
Se me quiserem fazer um santo, só porque morri, mostre que eu tinha um pouco de santo, mas estava longe de ser o santo que me pintam;
Se me quiserem fazer um demônio, mostre que eu talvez tivesse um pouco de demônio, mas que a vida inteira eu tentei ser bom e amigo...
 
Chico Xavier 
 
 
 
 
Com o término da caminhada terrestre, finda a alegria de encontrar mais cogumelos gigantes.
 
 
 
 
Fiel amigo, de sentinela à vacaria do dono, que não volta mais.
 
 
 

 Adeus, até à Eternidade