quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Bispo crisma jovens da raia

Bem-vindo à nossa terra

 
Treze   dos dezanove  jovens das aldeias de Travancas, Argemil, São Cornélio, São Vicente e Orjais, crismados pelo bispo de Vila Real, na igreja de São Bartolomeu, em Travancas, domingo passado, 15 de setembro de 2013.
 
 
 
A receção ao bispo fez-se no largo junto ao Lar do Senhor dos Aflitos. Para surpresa e comoção da Dra. Neusa, uma das meninas leu umas quadras, as mesmas que a sua mãe, já falecida, escreveu há mais de 50 anos, para serem lidas pela irmã.
 
 
 
Em seguida, a pedido do senhor padre Delmino, a professora fez, em nome da comunidade paroquial desta freguesia, o discurso de boas-vindas a Dom Amândio.
 
 
 
 
Começou assim o discurso:
 
"- Entre, quem é!"
É este o convite que o escritor Miguel Torga diz ouvir-se no  Reino Maravilhoso, para cá do Marão, "onde  até as pedras falam". É esta a franqueza das gentes transmontanas, a desta gente que vos rodeia e vos convida a entrar!
Bem-vindo senhor Dom Amândio!
Bem-vindo a esta terra que bem conhece, a esta comunidade paroquial  que fraternalmente o saúda e acolhe. (...)
 
 
E terminou desta forma:
 
Senhor Dom Amândio:
 
Sem bordão e sem cajado,
Não deixais de ser pastor;
Com humildade dizemos,
Abençoai-nos, senhor!
 
 
 
 
Simples e calorosas foram as palavras do senhor bispo, recordando outros tempos  em que andou por estas terras, conheceu outros caminhos e outras gentes. "Quando respiro o ar destas terras sinto-me outro".
 
 
 
 "Vim aqui a Travancas confirmar os filhos de Deus batizados".
 
 
"A nossa vida é um dom de Deus". 

 
"Não vindes aqui para cumprir um  rito". 
 
 
"Praticai a justiça... Amai a verdade acima de tudo".
 

"Não vos deixeis levar pela carne, pelas vossas paixões".

 
 "Ide dizer que quereis seguir o caminho da verdade". 
 
 
 
"Praticai a solidariedade... Exercei a misericórdia e o perdão".
 
 
Até ouvir as sábias palavras do bispo de Vila Real, tinha dele a imagem de um homem retrógrado mas a sua postura, de bom pastor,  foi cativante.
 
 
Missa do crisma celebrada pelo senhor bispo, coadjuvado pelo padre Delmino e um diácono.
 
 
Zé Carlos, além de crismando, foi acólito, tal como o Márcio, de São Cornélio.
 
 
Na cerimónia do crisma, cada jovem deve ter sentido a importância do momento.
 
 
Leituras e oração dos fieis feitas pelos crismandos. 



Crisma, confirmação do batismo


A cada um, o senhor bispo, personalizando o ritual, perguntou o nome, explicou o seu significado, e apontou caminhos do futuro.


Ao José, que terá no esposo de Maria, um modelo;
 
 

 À Filipa, do grego, o significado da amizade.


 E assim fez com todos.
 
 
 
Um dia diferente para os crismandos, a quem na homilia foi recomendada a continuidade da prática religiosa onde quer que se encontrem  e o seu envolvimento no serviço da Igreja.
 
 
 
Jovens crismados  
 
Argemil
 
 
Otília, a catequista, com Nicolas, António, Daniela, Vera, Gabriel, Mariana e Carla. Com a quebra da natalidade, quando será a próxima fornada de jovens crismados?
 
 
 
 
 
 




São Cornélio
Catarina, Márcio, Cristiana, Tatiana e Jéssica.



 

 
 
 



São Vicente
Rute e Tiago




 
 
 
 
 
 
Orjais
Filipe
 
 
 
 
 
Travancas
Sara, José Carlos, Catarina e Filipa
 
 
 
 

 

 

A festa foi bonita. Sem foguetes, sem banda de música, sem tapetes de flores, mas com a alegria que a fé concede. Parabéns aos jovens!
 
 

São Bartolomeu na Procissão de Chaves

Festa da Senhora das Graças
 
 
A festa religiosa, em honra de Nossa Senhora das Graças, em Chaves, já é uma referência no calendário da cidade, no final do verão. Este ano  realizou-se no passado domingo, 15 de setembro.
 
 
 


À missa campal, no  Jardim Público,  seguiu-se uma grandiosa procissão, na qual tomaaram parte andores das freguesias do concelho.




 
A festa é da cidade mas, na prática, é de toda a região porque nela participam, além das freguesias, com seus andores e paroquianos, os escuteiros  e militares.
 
 
 
 
Andor de Nossa Senhora das Brotas, uma presença incontornável.
 
 
 
A freguesia de Cela evidenciou-se por ter uma delegação numerosa que se fez acompanhar do Grupo Recreativo e Cultural da terra.



 
Travancas fez-se representar por São Bartolomeu mas já houve anos em que também estiveram na procissão os andores de São Miguel e São Cornélio.
 
 
 
São Bartolomeu é o orago da freguesia, mas há quem entenda, numa nova interpretação da realidade, que é o Senhor dos Aflitos. O  apóstolo, filho de Tolomeu,  apenas seria patrono da  aldeia, cabeça de paróquia; de Argemil, seria São Miguel e São Cornélio, o padroeiro da aldeia com o seu nome.
 
 
 
Quem é que também esteve na procissão? A Dona Ana Maria, de Paradela, a carregar o andor de Nossa Senhora das Neves!
 
 
 
A procissão terminou no Largo do Município.
 
 
As flores dos andores
 
 
Frontaria da Igreja da Misericórdia, de onde o bispo de Vila Real, Dom Amândio, deu a bênção aos fieis.
 
 
 
A festa, de fervor religioso,  terminou em vibração bairrista, com a multidão a cantar, em uníssimo, o hino de Chaves. 
 
Cidade linda
Deste nosso Portugal
 
 Foi um fim bonito!
 
 
Seguem-se fotos de Chaves em dia festa
 
 
 
Na Madalena, antes da procissão 
 

Roubaram a cabeça de bronze ao homem!
 

 
 
"Vamos aparecer na TVI"  repetiam, em voz alta, enquanto eu me entretinha a regular a máquina, apontada para o edifício.
 
 
Não conhecia as donas Elsa, Raquel e Adelaide - de São Cornélio, Paradela ou França? . mas, a da direita, disse-me que via  sempre Travancas da Raia... as nevadas em São Cornélio... e que gostava!  "Nos meta lá dentro!" Já está! Um abraço às três, onde quer que estejam!
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 
 
O regresso a casa
 
 


 





 
 

 
 Até para o ano, se Deus quiser!
 

sábado, 14 de setembro de 2013

Boas-vindas à União de Freguesias

Roriz junta-se a Travancas


A freguesia de Roriz, extinta em 2013, no âmbito da reforma administrativa, foi agregada a Travancas, formando uma nova freguesia, denominada União das Freguesias de Travancas e Roriz.
 
 
 
 
 
Se em Travancas a agregação foi pacífica, assegurado no início do processo que a aldeia continuaria como sede da Junta de Freguesia, em Roriz,   alguns moradores continuam inconformados com a extinção da histórica freguesia que, antes de pertencer a Chaves, esteve integrada, até 1853, no concelho de Monforte de Rio Livre.
 
 

A freguesia de Roriz, -já vem do tempo do arroz quinze! Os da câmara é que fizeram isto, roubaram-nos; Fomos lá fazer barulho, chamámos-lhes gatunos!
 
 


Os partidos que aprovaram a legislação são poupados nas críticas, mas aponta-se o dedo aos políticos, nomeadamente aos do elo mais fraco da hierarquia do poder.  O senhor Antero Luís Ginja, presidente da junta de freguesia, pelo Partido Socialista, é o bode expiatório da frustração de alguns.



 
Discreto e afável, o senhor Ginja  andou a mostrar-me o centro histórico da aldeia. No final da visita ofereceu-me um interessante vídeo sobre Roriz e  fotocópia de um texto, através do qual vim a saber que em Roriz tinha havido um albergue para os peregrinos de Santiago.
 
 
 
 
 
 

Roriz, no recenseamento de 2011, tinha 164 habitantes, mais que Travancas, tomada isoladamente. A união das duas freguesias tem 564.




A típica varanda, trouxe-me saudades da casa onde nasci, numa aldeia da Terra Quente.


Pia batismal da igreja paroquial no adro,  transformada em floreira.



 
Roriz tem um rico património arquitetónico edificado em granito,
 


 
Embora haja casas em ruínas,  o centro histórico da aldeia está relativamente bem preservado,
 



 

Forno comunitário. Há outro.
 
 


Capela do Senhor dos Milagres cuja festa se celebra no primeiro domingo de agosto.



Roriz e Travancas, na mesma unidade administrativa, vão reforçar as boas relações de vizinhança.!



 
 

sábado, 7 de setembro de 2013

Emigrantes com Portugal no Coração

 
 
As nossas aldeias já se esvaziaram. Os filhos da terra,  quais aves migratórias, gozadas as férias, regressaram às  cidades do litoral, aos Estados Unidos, à  Bélgica, Suíça, Espanha, França e a outros recantos do mundo, para onde foram à procura de uma vida melhor.
 
 

 
 
Longe da pátria, perto dela no coração! No estrangeiro, autocolantes nos carros e medalhas de ouro  ao pescoço, com o emblema da seleção das cinco quinas, são exemplos da forte ligação afetiva dos emigrantes a Portugal.
 



 Menino, sabes  o que é a pátria?
 
Mas, tal como o passarinho volta ao ninho, o emigrante, periodicamente, volta à pátria, ao rincão de origem, por mais humilde que seja.  O seu patriotismo manifesta-se no amor à bandeira nacional, hasteada em casa. No livro da terceira classe, a geração com mais de 50 anos, aprendeu e nunca esquece que:

"A pátria é a terra em que nascemos, a terra em que nasceram os nossos pais e muitas gerações de portugueses como nós".
 
 

 
Que:
"Na Pátria está, meu menino,  a casa em que vieste à luz do dia, o regaço materno que tanta vez te embalou, a aldeia ou a cidade em que tu cresceste, a escola onde melhor te ensinam a conhecê-la e a amá-la, e a família e as pessoas que te rodeiam."
 
 


 
E a lição de patriotismo terminava assim:

É nossa Pátria bendita todo o território em que, à sombra da nossa bandeira, se diz, na formosa língua portuguesa, a doce palavra Mãe!

Mais que outros portugueses, os emigrantes sentem a pátria no coração.
 
Até à volta!
See you soon!
À bientôt!
Hasta la vista!