quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Grande Nevada na Raia

Planalto de Travancas amanheceu coberto de branco





















 










Visita ao cemitério

Túmulo de Dona Maria Vaz, senhora  de 93 anos, falecida domingo passado.  Aos familiares,  sentidas condolências pela perda do ente querido.


Aqui jaz Gostinho, falecido no passado mes de janeiro.



quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Maria, Pastora de Argemil

A vida em poesia


Ó pastora, ó pastorinha,
Que tens ovelhas e riso,
Teu riso ecoa no vale
E nada mais é preciso. 

                                 Fernando Pessoa



Na véspera da última nevada, em tarde fria e soalheira, quando me encontrava a tirar fotos à aldeia, vi uma pastora na Regada e fui ter com ela. 



Reconheci-a, ao aproximar-me. Era a pastora de Argemil que já fotografara noutra ocasião!



Acompanhei-a durante alguns momentos.



À fala com o  "regidor" - Paulo, presidente da União de Freguesias de Travancas e Roriz



Deus te salve, Rosa
lindo Serafim
Tão linda pastora
que fazes aí? 

Que fazes aqui,
no monte c´o gado?
Mas que quer, Senhor,
nasci pr´a este fado. 

Tema popular transmontano, José Afonso




É bom, minha Marília, é bom ser dono
de um rebanho, que cubra monte e prado;
porém, gentil pastora, o teu agrado
vale mais que um rebanho e mais que um trono.

Tomás António Gonzaga, poeta brasileiro


Maria, tome um cafezinho!
Cortesia da Sara, do Café Central.



Que rico paladar!


Ao sol posto...
Ála, que se faz tarde!


No Vale da Bouça, de regresso a Argemil.



segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Mais uma nevascada

E já vão três nevadas em fevereiro!

Dias três e dez de fevereiro cairam duas boas nevadas. A de hoje não passou de nevascada. Começou depois do meio-dia, tendo nevado intensamente durante cerca de duas horas.





Como o chão estivesse molhado e a temperatura não chegasse aos zero graus, a neve levou tempo a pegar e derreteu-se pouco tempo depois de ter parado de nevar.










 No Vale Grande, ao cair do dia


Fui até à Cota de Mairos  para ver o aspeto da nevada no Vale Grande, mas o panorama era mais ou menos idêntico ao da aldeia.



No entanto, como a temperatura lá para riba era mais baixa, à volta de meio grau positivo, alguma da neve conservou-se até ao anoitecer.



Na fronteira, mas já em território galego, encontrei o jovem pastor de Argemil a aquecer-se ao lume enquanto apascentava o rebanho. 



Marco fronteiriço número 266, junto aos aerogerdores.



Márcio, guardador de ovelhas.








Ála, que aqui no Alto da Cota o vento frio é de rachar!

 
E marchei-me para baixo, para as Trabancas.



Cocoricó

O  galo, símbolo de vigilância

Todas as manhãs, o galo do vizinho, com o seu cocoricó, anuncia a alvorada.  O canto ouve-se nas casas mais próximas. Até a mim, ferrado no sono, consegue despertar-me! 






Mas, na cidade, os totós que nunca viram uma pita, desconhecem as sonoridades da ruralidade.


Ave de esporas e bela plumagem, o galo, pelo seu canto madrugador, foi adotado, desde a antiguidade, como símbolo do despertar e renascimento para uma nova vida.








Presente em diversas culturas, é símbolo nacional da França. Em Portugal, o Galo de Barcelos aparece associado à justiça, aplicada com justeza.







Na cultura cigana, um belo poema, referindo-se ao galo, diz dele que "eu sou aquele que canta o raiar de um novo dia, de uma nova vida e de uma nova esperança".








Entre os cristãos, o galo, altaneiro e vigilante, aparece nos cataventos das torres de igrejas, a anunciar a vitória da Luz sobre as trevas!
Cocoricó!



terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Primeira nevada do ano

 Manto branco cobre aldeias da montanha

Segunda.feira, 3 de fevereiro, as aldeias do planalto ecológico que vai da Bolideira a Travancas acordaram  cobertas de  neve.



Nevou na noite de domingo e segunda de manhã. Foi uma boa nevada!


Entretanto, a subida de temperatura e  a chuva caída no dia de hoje, terça, já derreteram a neve, exceto nos lugares mais abrigados do sol.


 
Para quarta-feira há previsão de queda de neve nas terras altas. Confirmar-se-á outra nevada?












































segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Sabores de Travancas

Na Feira dos Sabores de Chaves

Foto picada da internet
A dona Conceição, esposa do senhor José Pinto, tal como em edições anteriores, representou Travancas na Feira dos Sabores de Chaves, realizada entre 31 de janeiro e 2 de fevereiro.










Embora tenha mais visibilidade por participar nas feiras, a dona São não é a única a fazer fumeiro para venda. Tanto em Travancas como em Argemil, São Cornélio e Roriz há mais famílias que criam recos, matam e fazem fumeiro com o objetivo de complementar o rendimento do agregado familiar.



Entrevistada pela SIC na Feira dos Sabores, deu a conhecer aos telespectadores,  a excelência do fumeiro caseiro feito com carnes de reco criados num anexo da casa, à boa maneira transmontana.



O processo de cura das alheiras, chouriças,  sangueiras e salpicões é feito, como manda a tradição, no lareiros, paus pendurados por cima da lareira. As panelas de ferro continuam a ser usadas para aquecer água, fazer o caldo e cozer batatas para os porcos, ou não fosse Travancas a Capital da Batata!


 
As suas chouriças de cabaça são muito boas mas é o delicioso bucho que faz parte da ementa da ceia de Ano Novo, em minha casa, há vários anos!


O saber e o sabor da genuína gastronomia transmontana na Feira do Fumeiro de Chaves!