Souvenirs da terra
Desde as festas do verão de 2012, que o Café Central tem à venda navalhas com o logotipo de Travancas. As primeiras esgotaram-se rapidamente. Só os galegos, da Xaranga de Verin, no São Bartolomeu, levaram várias. Os emigrantes fizerm o mesmo. À minha conta também comprei quinze, tendo oferecido algumas como prenda de Natal!
O tempo em que os recuerdos de Travancas se resumiam a pratos decorativos e imagens em papel, do Senhor dos Aflitos, já lá vai!
O tempo em que os recuerdos de Travancas se resumiam a pratos decorativos e imagens em papel, do Senhor dos Aflitos, já lá vai!
O Beto teve de encomendar uma segunda remessa, com o logotipo de "Travancas, Capital da Batata", à cutelaria de Palaçoulo. A produção de talheres e navalhas, de excelente qualidade, leva o nome da aldeia de Miranda do Douro a todo o país e ao estrangeiro.
A prática de comer um cibo de presunto, salpicão ou chouriço, num bocado de pão, é tão corrente que o ato, numa adega, onde se recebem amigos e se bebe um copo de vinho, ganhou estatuto de ícone, da identidade cultural transmontana.
O pão, seja centeio, trigo, de mistura ou broa, cozido quase sempre em fornos de lenha, acompanha postas de carne de vitela ou de marrã, cortadas com a navalha.
Diz o povo, com razão, que "quem come o peguilho sem pão é lambão"!
As matanças acabaram. Parte do fumeiro foi guardada para consumo doméstico, ao longo do ano; outra parte foi escoada para consumo de particulares e restaurantes dos centros urbanos. Agora é o tempo das feiras gastronómicas. A próxima, designada por mostra dos "Sabores de Chaves", decorre nos dias 1, 2 e 3 de fevereiro.
Ao mata-bicho, nas patuscadas ou montarias, a navalha é indispensável para comer talhadas de presunto no pão!
Por isso, da próxima vez que vier a Travancas; quando visitar ou receber amigos, compre e ofereça, como recordação, navalhas de Travancas, Capital da Batata!