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quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

Serras cobertas de neve

Day After da nevada de Ano Novo

A neve caída  dia 29 de dezembro, no Dia de Ano Novo e dois dias depois, graças às geadas, continua a  brilhar no cume das serras galegas mais altas. 

Provérbio

Em janeiro sobe ao outeiro, se vires verdejar, põe-te a chorar; se vires nevar, põe-te a cantar. Bom ano agrícola?

 

Em primeiro plano o Bairro  das Poulinhas, em Argemil.

Arjumil, era como no século XIX escrevia  o padre nos assentos de registo paroquial e como ainda se  ouve dizer às pessoas mais idosas.

 

A serra lombada, coberta de neve, pela longitude parece ser a  Cabeza  da Manzanedacujo ponto mais alto mede 1781 metros.  

Nela fica a única estação de esqui da Galiza, frequentada principalmente por galegos e portugueses. Fica mais perto  que a Serra da  Estrela, para quem vive em Bragança, Chaves ou Vila Real.



A serra nevada e sem nuvens é uma tentação para passar  o dia a esquiar na Manzaneda!  
 
Saindo às 8 da manhã e passando pela A Gudinha, até Pobra de Trives, chega-se à estação de esqui à hora de abertura. 
 
Na base alugam-se esquis e botas ao dia; e compram-se  bilhetes para andar  nas telecadeiras até à hora do  fecho, às 17 horas. Ao  jantar estamos em casa!
 
 
 
Em pandemia há porém um óbice. Apesar da fronteira não estar fechada, a  falta de teste negativo à Covid-19, se a Guardia Civil o pedir, pode dar origem a multa pesada.
 


As mesmas serras do Maciço de Ourense vistas  do cruzamento para  São Cornélio.  "


São Vicente da Raia ao fundo. Contemplar tanta beleza faz bem à saúde!

 

Mais para a direita, na direção de Vinhais e Bragança, na Alta Sanábria, fica Pena Trevinca, cume de 2127 metros, o mais alto da Galiza. Descendo para o outra vertente fica Leão e Castela. .

 

Em primeiro plano o  armazém  da oficina  de pneus do Senhor  Zé, no termo de São Cornélio.

 

Mairos e a Cota. Ao  fundo a Manzaneda coberta de branco.

 

Finalmente, a Ocidente, encoberta pelas nuvens, a nossa Serra do Larouco, 1535 metros de altitude, a terceira mais alta de Portugal.

Um regalo da Natureza esta vista das montanhas!


sexta-feira, 1 de janeiro de 2021

Nevada de Ano Novo

 Benvido 2021 con saúde e benestar

Travancas, São Cornélio e Argemil amanheceram cobertas de neve,  no primeiro dia do novo ano.

A foto é da nevascada noturna do dia 29 de dezembro de 2020.


Boas vindas  - benvidos - aos vizinhos galegos que sobem às Trabancas, Capital da Batata quando o  tubérculo era uma fonte importante de rendimento da gentes raianas.


-Está frio! Disse-me o ciclista, a subir para o Vale Grande, quando me viu bem agasalhado.

 

Pinheiros do alto da Roçada


Levantei-me tarde, já passava das 11h da manhã. Quando vi os telhados cobertos de branco sob um sol brilhante, peguei na máquina e saí para fotografar o que restava da nevada.


Calcorreei  Travancas, lamentando não ter começado quando ainda havia bastante neve. Fui enganado pela meteorologia, ou fui eu que me enganei e esperava a nevada só a partir das 17 horas.



Passagem das eiras, transversal às ruas da  Roçada e do Caminho Velho para Argemil


O  meu Beau Sapin  sous la neige.  O meu francês ainda se percebe?   A  música e a letra são bonitas!  Basta clicar para ler e ouvir1
 
 

Campanário de igreja matriz de São Bartolomeu


Nunca este muro me pareceu tão  alvo, glacial e bonito. Pela orientação cardinal indica que a neve veio de Noroeste.


Vista parcial de Travancas, tomada do adro da igreja


Entrada de Travancas  ou saída?


São Cornélio


E cá estou em São Cornélio. Bem escolhido o local para erigir a igreja.



Vim de carro em vez de bicicleta, por ser mais  rápido e não me atrasar na tarefa de fotografar a neve. 


Para quem chega de Travancas, lindas casas.dão uma imagem positiva da aldeia.




Casario do  núcleo histórico.   No horizonte os montes da Bulideira.




Tudo leva a crer que o bebedouro não é o sítio original da bonita cruz de pedra e do nicho. Terá vindo de muro de alguma casa? Um mistério a desvendar com o tempo!


Capela de São Cornélio


Comparando com Travancas e Argemil, São Cornélio fica a uma cota mais baixa, entre 800 e 850 metros.  Daqui para baixo não nevou.


Em São Cornélio, debruçada sobre a Veiga de Chaves,  as vistas são espetaculares. Aqui sentimos, orgulhosos,  a sensação de que estamos no alto, que somos da Montanha! Moi, montanhês?  Uau!



Argemil da Raia


Argemil ficou para o fim. Apesar da temperatura ser baixa, não passar de um grau positivo,  o brilho solar derrete a neve  enquanto o diabo esfrega um olho.


Cemitério de Argemil, na extremidade oposta à do cruzeiro. Neve, já havia poucochinha!


Já passava  das treze horas. Voltar a ver Argemil sob a neve, só na próxima nevada.


Casario do núcleo histórico. Curiosamente, ou não, nos telhados a neve não derreteu tão depressa.

    


Telhado de uma casa nas Poulinhas!


Campanário da Igreja de São Miguel, visto das Poulinhas.


E terminou a ronda para captar a primeira  nevada de 2021 nas  três aldeias da freguesia.


Post Scriptum 

Nevascou no dia 3 de Janeiro, entre as 18h  e as 20 horas. Como está muito frio, temperaturas a roçarem os cinco e sete graus negativas, as aldeias, devido às geadas, continuam salpicadas de branco.  

Há previsão de queda de neve nos próximos dias, se os ventos não mudarem de direção.




terça-feira, 31 de março de 2020

Nevada Primaveril

Três horas de forte nevada

Bica e bebedouro do Rigueiro com ornamentação alusiva ao Inverno frio das terras altas da raia. Em Travancas há quatro destas bicas, tantas como as estações do ano!


Mas os invernos na montanha já não são frios como os de antigamente. Este, de 2019/2020, foi suave; nem sequer se cumpriu  o popular ditado "Se não neva em Santa Luzia neva no outro dia".



 
A queda ininterrupta de farrapos de neve no dia de hoje, das 11h às 14h30, cobriu de branco as aldeias do Planalto da Bulideira e das serras ao redor.


À alegria de presenciar a queda abundante de neve, durante algumas horas,  segui-se a tristeza de a ver, fofinha, ser derretida pelos pingos de água, caídos no final da nevada devido à elevação da temperatura. 



Não perdi tempo a percorrer a aldeia, para fotografar e guardar para memória futura a alvura do manto de neve, fresco e propício ao recolhimento intimista.



Cameleira florida, planta de folha perene resistente ao frio.


Amplo espaço, voltado para a Sanábria, coberto de um  manto de profundo silêncio, onde não se ouve sequer o chilrear dos passarinhos regressados com a Primavera.

Bonito arbusto florido na Rua de Espanha. E que tal, uma Rua da Galiza, como à saída de Chaves, em homenagem aos "irmáns de fala galega"?


Quintal da  Casa do Pelicano, um jardim florido. Até quando?


Ei-lo, o senhor Modesto, único dos moradores que encontrei na ronda pela aldeia, confinados em casa em tempo de pandemia gripal. Breve troca de palavras, respeitando o distanciamento social imposto pelo estado de emergência.


Aristocráticas tulipas vermelhas do Beto, do Café Central,  tonificam a vista de quem passa por elas.

O sobrado, com as obras junto à Bica do Pêto, ganhou maior visibilidade e robustez estética. Parece novo!