Ofrecidas a Trabancas
Señora Placida, uma simpática mulher de Arçádegos, aldeia galega ao lado de Travancas, ofereceu-me há dias um ramo de flores, das que tem plantadas na sua horta e cuja oferta aceitei, para trazer à minha mulher, como complemento da prenda de aniversário de casamento.
Mas, de Arçádegos, nos últimos dias, não vieram apenas as flores. Para a procissão do Senhor dos Aflitos, o senhor padre da aldeia, Don Digno, autorizou o empréstimo da bonita imagem de Nossa Senhora das Dores, para que uma família de São Cornélio pudesse cumprir a promessa.
A título de curiosidade, a foto do andor de cima foi tirada por mim, na procissão da festa da padroeira de Arçádegos, deste ano. Nós, em Travancas, na procissão do Senhor dos Aflitos, temos sempre muitos andores, enormes, carregados aos ombros. Os nossos vizinhos galegos, pelo contrário, levam apenas um e pequeno, como quem carrega um caixão ou uma padiola. Embora sem tanto sacrifício, a devoção, no entanto, deve ser igual!
O encontro com a Dona Plácida deu-se aqui, perto da bonita fonte de mergulho que o Concelho de Vilardevós mandou restaurar há anos atrás, quando fez obras de recuperação de caminhos por onde passavam os contrabandistas.
Lavadouro público, junto ao Rigueiro da Fraga, usado pelas lavadeiras, numa época em que não havia ainda máquinas de lavar roupa.
"xa fun tres veces a Fátima", confidenciou, orgulhosa da sua peregrinação ao santuário, a Dona Plácida, sogra de um rapaz de Argemil da Raia.


































