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domingo, 6 de setembro de 2015

Flores de Arzádegos

Ofrecidas a Trabancas

Señora Placida, uma simpática mulher de Arçádegos, aldeia galega ao lado de Travancas, ofereceu-me há dias um ramo de flores, das que tem plantadas na sua horta e cuja oferta aceitei, para trazer à minha mulher, como complemento da prenda de aniversário de casamento.


Mas, de Arçádegos, nos últimos dias,  não vieram apenas as flores. Para a procissão do Senhor dos Aflitos, o senhor padre da aldeia, Don Digno,  autorizou  o empréstimo  da bonita imagem de Nossa Senhora das Dores, para que uma família de São Cornélio pudesse cumprir a promessa. 


A título de curiosidade, a foto do andor de cima foi tirada por mim, na procissão da festa da padroeira de Arçádegos,  deste ano. Nós, em Travancas, na procissão do Senhor dos Aflitos,  temos sempre muitos andores, enormes, carregados aos ombros. Os nossos vizinhos galegos, pelo contrário, levam apenas um e pequeno, como quem carrega um caixão ou uma padiola.  Embora sem tanto sacrifício, a devoção, no entanto, deve ser igual!


  O encontro com a Dona Plácida deu-se aqui, perto da bonita fonte de mergulho que o Concelho de Vilardevós mandou restaurar há anos atrás, quando fez obras de recuperação de caminhos por onde passavam os contrabandistas. 


Lavadouro público, junto ao Rigueiro da Fraga, usado pelas lavadeiras, numa época em que não havia ainda máquinas de lavar roupa. 


"xa fun tres veces a Fátima", confidenciou, orgulhosa da sua peregrinação ao santuário, a Dona Plácida, sogra de um rapaz de Argemil da Raia.


E quen di que de Arzádegos non vén bo matrimonio, santo milagreiro e flores perfumadas?



sexta-feira, 22 de maio de 2015

Cercados de Auriverde

Maio Maduro Maio
 Letra de José Afonso

O mes de maio é o tempo das giestas floridas. E como fica bonita a aldeia aninhada na majestosa paisagem coberta de  amarelo e verde, das gietas, castanheiros e searas!  Maio, mes das maias, quem dera já! Porque não evocar  Zeca Afonso? A felicidade passa também por evocar a voz do saudoso trovador!


Maio maduro Maio, quem te pintou
Quem te quebrou o encanto, nunca te amou
Raiava o sol já no Sul, Ti ri tu ri tu ri tu ru Ti ri tu ru tu ru
E uma falua vinha lá de Istambul


 Sempre depois da sesta chamando as flores
Era o dia da festa Maio de amores
 Era o dia de cantar, Ti ri tu ri tu ri tu ru Ti ri tu ru tu ru
E uma falua andava ao longe a varar



 Maio com meu amigo quem dera já
Sempre no mês do trigo se cantará



 Qu'importa a fúria do mar, Ti ri tu ri tu ri tu ru Ti ri tu ru tu ru
Que a voz não te esmoreça vamos lutar



 Numa rua comprida El-rei pastor
Vende o soro da vida que mata a dor


Anda ver, Maio nasceu, Ti ri tu ri tu ri tu ru Ti ri tu ru tu ru
Que a voz não te esmoreça a turba rompeu


sábado, 28 de março de 2015

Regresso à aldeia

A casa... às flores do jardim

Uma longa ausência de Travancas refletiu-se no adormecimento temporário do blogue.


Mesmo sem o desvelo do "jardineiro", os bolbos de tulipas, jacintos e narcisos floriram ao ritmo da mudança das estações.


As flores de fim do inverno não exigem  cuidados de rega; a chuva e a baixa temperatura encarregam-se de manter a terra húmida, condição necessária para que as plantas brotem e cresçam viçosas.



No jardim de casa, jacintos e narcisos multiplicam-se de um ano para o outro, ao contrário das tulipas, cujos bolbos são alimento de vorazes ratazanas. Os canteiros, com clareiras, espelham desolação.



Ameixeira temporã em floração. Trata-se de uma variedade de ameixa vermelha, inapropriada para o clima frio de Travancas. Apesar da profusão de flores, os frutos não vingam, queimados pelas baixas temperaturas de abril e maio. Em vários anos só duas ameixas amaduraram!


Primeiro entardecer no Planalto Ecológico, após o regresso a casa. Ao fitar o Larouco, mergulhado no belo e grandioso horizonte, apetece louvar O Todo Poderoso que fez a Terra cheia de flores e frutos; e que fez o Céu, onde voam os passarinhos. Apetece dizer-Lhe, Senhor, obrigado por me dares olhos que podem contemplar a Tua obra!



sábado, 19 de abril de 2014

Feliz Páscoa

Que o renascer da natureza
Seja também o do renascimento espiritual


Tulipas de jardins de Travancas






















sexta-feira, 11 de abril de 2014

Argemil na Primavera

Ode à Natureza















 Património edificado - preciosas relíquias ao abandono








O homem  - marcas da ruralidade
















Argemil da Raia, terra de encanto.


quinta-feira, 27 de março de 2014

Adeus Inverno, olá Primavera

O jacinto na mitologia

O jacinto e o narciso são bolbosas de jardim que florescem em março, na transição do inverno para a primavera.   Mitos gregos falam do simbolismo destas flores.


"Nascido em Esparta, Jacinto era um desses jovens eleitos dos deuses. Certo dia, Apolo, quando conduzia  sua carruagem na abóbada celeste, viu-o. Jacinto, além de admiravelmente belo e pleno de encanto, era também musculoso e forte como um pinheiro esbelto do Monte Olimpo. O deus percebeu que tinha encontrado, enfim, o companheiro perfeito, pronto a reunir-se a ele". 
Clicar aqui para ler a lenda completa.



Os dois amigos passaram a ir juntos à caça, à pesca, ao cume das montanhas contemplar em silêncio o espaço infinito...

"Um dia, quando jogavam, Apolo lançou o disco alto e longe. Jacinto correu adiante ansioso para medir a distância. Porém, o disco, puxado por Zéfiro, o  despeitado Vento Oeste, voou contra a fronte do jovem, derrubando-o ao solo.  Apolo correu, levantou-o nos braços, mas a cabeça do jovem tombou sem vida sobre os ombros do deus-sol". 



"Se eu pudesse morrer por ti, Jacinto!" Clamou Apolo. "Despojei-te da tua juventude. O sofrimento é teu, o crime é meu. Cantarei para ti sempre, ó amigo perfeito! Tu viverás eternamente como uma flor que aos corações dos homens falará da primavera e da juventude eterna".



"Enquanto falava, a seus pés brotava, das gotas de sangue, um cacho de flores azuis como o céu na primavera, embora pendessem as pétalas como se em estado de dor".



"Ainda hoje, quando o inverno chega  ao fim e o canto dos pássaros anuncia a primavera, encontramos os sinais do juramento de  Apolo, o deus-sol".

Esta história mitológica narra o amor homossexual entre Jacinto e Apolo ou  a idealização do companheirismo espiritual? Fica a pergunta para reflexão.