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sábado, 23 de janeiro de 2021

Frio Polar e Geadas

Do Réveillon ao São Sebastião

Desde a nevada de Ano Ñovo até ao dia 20 de Janeiro, dia de São Sebastião, não houve noite que não geasse.

 

 

Lugares menos  expostos  diretamente à luz solar com  neve congelada dias sucessivos.

 

 

Sol de Inverno
Dias ensolarados, sem nuvens, sem ventanias mas temperaturas máximas raramente acima de cinco graus celcius.


 

Manhãs perigosas para a circulação automóvel.

 

 

Couve do Natal queimada pelo gelo.

 

Terá sido batido o recorde de temperatura mínima? Na Montanha o frio suporta-se melhor que em Chaves, coberta pelo nevoeiro

 

Água congelada na pia, ao fim de vários  dias de geadas..

 

Favas não germinadas sem força para romper a terra congelada.

 

 Em Janeiro o Malhado  anda às gatas.

 


 
Nem  a couve galega resistiu a tantas geadas.


Rua da Igreja dezassete dias depois da nevada de Ano Novo.  Mas o frio polar está  por dias.

 

A chuva, anunciada nas previsões, chegou na véspera do São Sebastião,  dia de Mesinha comunitária em Dornelas. 

O dia do santo marca também o fim da época natalícia, para se Cantar os Reis, desfazer o presépio e a árvore de Natal, montada no dia 8 de Dezembro, dia da Senhora da Conceição..




terça-feira, 31 de março de 2020

Nevada Primaveril

Três horas de forte nevada

Bica e bebedouro do Rigueiro com ornamentação alusiva ao Inverno frio das terras altas da raia. Em Travancas há quatro destas bicas, tantas como as estações do ano!


Mas os invernos na montanha já não são frios como os de antigamente. Este, de 2019/2020, foi suave; nem sequer se cumpriu  o popular ditado "Se não neva em Santa Luzia neva no outro dia".



 
A queda ininterrupta de farrapos de neve no dia de hoje, das 11h às 14h30, cobriu de branco as aldeias do Planalto da Bulideira e das serras ao redor.


À alegria de presenciar a queda abundante de neve, durante algumas horas,  segui-se a tristeza de a ver, fofinha, ser derretida pelos pingos de água, caídos no final da nevada devido à elevação da temperatura. 



Não perdi tempo a percorrer a aldeia, para fotografar e guardar para memória futura a alvura do manto de neve, fresco e propício ao recolhimento intimista.



Cameleira florida, planta de folha perene resistente ao frio.


Amplo espaço, voltado para a Sanábria, coberto de um  manto de profundo silêncio, onde não se ouve sequer o chilrear dos passarinhos regressados com a Primavera.

Bonito arbusto florido na Rua de Espanha. E que tal, uma Rua da Galiza, como à saída de Chaves, em homenagem aos "irmáns de fala galega"?


Quintal da  Casa do Pelicano, um jardim florido. Até quando?


Ei-lo, o senhor Modesto, único dos moradores que encontrei na ronda pela aldeia, confinados em casa em tempo de pandemia gripal. Breve troca de palavras, respeitando o distanciamento social imposto pelo estado de emergência.


Aristocráticas tulipas vermelhas do Beto, do Café Central,  tonificam a vista de quem passa por elas.

O sobrado, com as obras junto à Bica do Pêto, ganhou maior visibilidade e robustez estética. Parece novo!




































quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

Ocaso e alvorada

Nas terras da raia, no estação fria

 
Crepúsculo, a Ocidente
Entardecer na Serra do Larouco  visto de Travancas


Senhor, que és o céu e a terra, que és a vida e a morte! O sol és tu e a lua és tu e o vento és tu. Tu és os nossos corpos e as nossas almas e o nosso amor és tu também. Onde nada está tu habitas e onde tudo está – (o teu templo)  – eis o teu corpo.

 Fernando Pessoa



Do Oriente vem a Luz.
Saindo de Travancas ao raiar o dia


Perante a grandiosa abóboda celeste e sem largar mão do volante, a saudação matinal:

"Salve  ó Leste, de onde provém o sinal do poder profundo, infunde teus raios nas trevas e ilumina minha senda".



segunda-feira, 5 de março de 2018

Sol Poente, Sol Nascente

Hibernal horizonte vermelho

Maravilhosa  visão do pôr-do-sol, ao  longe, nas  alturas de Barroso.



O encontro com  o Éden deu-se há dias, num entardecer gélido, quando subi da Veiga de Chaves à "Montanha".



O grande escritor transmontano, Miguel Torga, a  este paraíso deu-lhe o nome de Reino Maravilhoso.



Extasiado, parei o  carro no divisor das bacias dos rios Tâmega e Tua, encantado com a  beleza da obra do Criador do  céu e da Terra, e de todas as coisas visíveis e invisíveis.


Contemplar o astro rei no ocaso,  inundando de vermelho o horizonte, é um ensinamento,  uma graça concedida  à criatura de barro que o Criador insuflou com o sopro da  vida.



Do Oriente ao Poente, do zénite ao nadir, o percurso  solar é similar ao do viandante no caminho para o  Oriente Eterno. Nascer, crescer, morrer, renascer, num eterno ciclo  de vida e morte. Nesta misteriosa peregrinação, uma arcana interrogação: tem o homem uma missão?






Perante tão grandiosa dádiva, faço minha a prece "Eu Profundo" de Fernando Pessoa:



Senhor, que és o céu e a terra, que és a vida e a morte!
O sol és tu e a lua és tu e o vento és tu!
Tu és os nossos corpos e as nossas almas e o nosso amor és tu também.
Onde nada está, tu habitas e onde tudo está - (o teu templo) - eis o teu corpo.




 Sol  nascente



Juul, aurora da vida




Dá-me vista para te ver sempre no céu e na terra, 

ouvidos para te ouvir no vento e no mar, e mãos para trabalhar em teu nome.

Torna-me puro como a água e alto como o céu.



Parabéns avô...





Torna-me grande como o Sol,

para que eu te possa adorar em mim;

e torna-me puro como a lua,

para que eu te possa rezar em mim;

e torna-me claro como o dia
para que eu te possa ver sempre em mim e rezar-te e adorar-te.
 


Nesta data querida...



Senhor, protege-me e ampara-me.
Dá-me que eu me sinta teu.
Senhor, livra-me de mim.