quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

A Nevada no Vale Grande


Durante o nevão, que cobriu de branco as terras altas de Trás-os-Montes, fui por duas vezes à Cota de Mairos, no alto do Vale Grande, uma das quais com o engenheiro Batista.





Primeiro fui com um sobrinho brasileiro, de passagem por Trás-os-Montes, para conhecer as suas raízes.



Fomos na Sexta-feira de tarde, dia 28 de Novembro, logo a seguir à paragem da primeira queda de neve.

Até à fronteira, o carro subiu sem problema.




Todavia, a meio da subida do estradão de terra batida, de acesso à Cota de Mairos, começou a derrapar na camada de neve.






Descemos do carro e subimos a pé até ao alto da Cota, em território espanhol.

Pelo caminho vimos pegadas de um animal e identificamos o local onde parou para urinar. Seria um lobo?







Junto à cota, a 1066 metros de altitude, a camada de neve era diminuta, possivelmente por efeito da humidade do nevoeiro.







O nevoeiro cerrado não permitia que avistássemos a veiga de Chaves, terras da Lomba, serras portuguesas de Valpaços, Montezinho, Paradela, Barroso, Larouco e Gerês, assim como as serras de Manzaneda e Sanábria, em Espanha.






Fomos, depois, até aos aerogeradores, em território português, tendo passado junto ao marco fronteiriço.



Por fim regressámos ao carro, tendo andado de marcha atrás até à estrada que segue para Arçádegos, aldeia galega na encosta Norte da Cota de Mairos.

Tojos floridos


Segunda viagem ao Vale Grande
À procura de mais emoções na neve
Sábado, 29 de Novembro



No Sábado, dia 29 de Novembro, num dos intervalos em que a neve não caía, tirei fotos a um jovem pai e filha que faziam um boneco de neve no Largo de São Bartolomeu.





Quando o ouvi dizer que iam de tractor ao Vale Grande, perguntei-lhe se podia ir com eles.

Respondeu-me que sim, tendo passado por minha casa - onde fui agasalhar-me melhor - para me levar.





- Ela vem de Espanha, é fria!
E lá fomos os três, de tractor, num momento em que a neve recomeçou a cair intensamente, dificultando a visibilidade.




A neve, a cair desde o dia anterior, deixou os campos cobertos de uma grossa camada de brancura. Mas nada que pudesse impedir o tractor de avançar pelo planalto acima!



A paisagem era magnífica, fazendo lembrar, em alguns locais, os mais bonitos postais de Natal.



O tractorista, com a neve a bater-lhe no rosto, resistiu com estoicismo à tempestade e subiu até à Cota de Mairos.
Posteriormente, dizendo o nome dele à minha mulher, natural de Travancas, fiquei a saber que esse educado senhor era afinal um prestável engenheiro - engenheiro Batista - a quem agradeço a amabilidade de me ter proporcionado o passeio de tractor ao Vale Grande.





3 comentários:

Anónimo disse...

Ola, obrigado pelas fotos .
Assim podemos ver Travancas cheia de neve . Grande abraco do Emidio de Franca " filho do Delmar e da Mercedes

euroluso disse...

Olá, Emídio!

Mando-lhe um vídeo e fotos em que aparece o seu pai se me der o seu email.
Boas festas para si e os seus.
ap

Emidio disse...

emidio-67@hotmail.fr