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sexta-feira, 1 de julho de 2016

Temos água

Junta de Freguesia faz captações no Vale Grande

A água não vai mais faltar no verão nas torneiras de Argemil e Travancas!


A escavação da primeira de três captações de água começou em finais de maio,  a uma centena de metros da fronteira, entre o armazém do Almor e os aerogeradores.



Com esta obra, o Paulo, Presidente da União das Freguesias de Travancas e Roriz, está a dotar a autarquia de uma infra-estrutura fundamental.


... importante para assegurar no século XXI o acesso da população à água.


Alguns dos residentes subiram  ao Vale Grande para ver a escavação da vala onde vai ser captada a água.  As populações de São Cornélio e Roriz são abastecidas  por outras captações.



O regozijo, à mistura com o sentimento de orgulho, pelo grandioso empreendimento, à escala da autarquia, dominava os comentários dos vizinhos.



A sondagem de prospecção de água, captação  e instalação de condutas até ao depósito, situado no cimo da Roçada, é um investimento feito com verbas do orçamento da freguesia.






No email em que me enviou fotos das obras, o Presidente da Junta refere que "os trabalhos foram feitos em terrenos dos meus pais e avós, e foram doados, para exploração da água, sem custos ou contrapartidas para a freguesia".













Travancas, única freguesia do concelho de Chaves a querer manter a posse e gestão da água.



Travancas, apesar de obstruções burocráticas, conseguiu o seu intento.



Um voto de incentivo à Junta, para que não perca o rumo traçado, de defender  a água, fonte de vida, na posse e em benefício da população raiota.




Travancas, supra omnes
über alles / em primeiro  / above all  / 


A auga das Travancas é mesmo boa!


Fixe!


quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

A Nevada no Vale Grande


Durante o nevão, que cobriu de branco as terras altas de Trás-os-Montes, fui por duas vezes à Cota de Mairos, no alto do Vale Grande, uma das quais com o engenheiro Batista.





Primeiro fui com um sobrinho brasileiro, de passagem por Trás-os-Montes, para conhecer as suas raízes.



Fomos na Sexta-feira de tarde, dia 28 de Novembro, logo a seguir à paragem da primeira queda de neve.

Até à fronteira, o carro subiu sem problema.




Todavia, a meio da subida do estradão de terra batida, de acesso à Cota de Mairos, começou a derrapar na camada de neve.






Descemos do carro e subimos a pé até ao alto da Cota, em território espanhol.

Pelo caminho vimos pegadas de um animal e identificamos o local onde parou para urinar. Seria um lobo?







Junto à cota, a 1066 metros de altitude, a camada de neve era diminuta, possivelmente por efeito da humidade do nevoeiro.







O nevoeiro cerrado não permitia que avistássemos a veiga de Chaves, terras da Lomba, serras portuguesas de Valpaços, Montezinho, Paradela, Barroso, Larouco e Gerês, assim como as serras de Manzaneda e Sanábria, em Espanha.






Fomos, depois, até aos aerogeradores, em território português, tendo passado junto ao marco fronteiriço.



Por fim regressámos ao carro, tendo andado de marcha atrás até à estrada que segue para Arçádegos, aldeia galega na encosta Norte da Cota de Mairos.

Tojos floridos


Segunda viagem ao Vale Grande
À procura de mais emoções na neve
Sábado, 29 de Novembro



No Sábado, dia 29 de Novembro, num dos intervalos em que a neve não caía, tirei fotos a um jovem pai e filha que faziam um boneco de neve no Largo de São Bartolomeu.





Quando o ouvi dizer que iam de tractor ao Vale Grande, perguntei-lhe se podia ir com eles.

Respondeu-me que sim, tendo passado por minha casa - onde fui agasalhar-me melhor - para me levar.





- Ela vem de Espanha, é fria!
E lá fomos os três, de tractor, num momento em que a neve recomeçou a cair intensamente, dificultando a visibilidade.




A neve, a cair desde o dia anterior, deixou os campos cobertos de uma grossa camada de brancura. Mas nada que pudesse impedir o tractor de avançar pelo planalto acima!



A paisagem era magnífica, fazendo lembrar, em alguns locais, os mais bonitos postais de Natal.



O tractorista, com a neve a bater-lhe no rosto, resistiu com estoicismo à tempestade e subiu até à Cota de Mairos.
Posteriormente, dizendo o nome dele à minha mulher, natural de Travancas, fiquei a saber que esse educado senhor era afinal um prestável engenheiro - engenheiro Batista - a quem agradeço a amabilidade de me ter proporcionado o passeio de tractor ao Vale Grande.





quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Merendeiras


As merendeiras são flores cor-de-rosa, rasteiras, perfumadas.
O nome desta flor do campo é um regionalismo que não aparece no Houaiss, o dicionário mais completo da Língua Portuguesa.
Embora já as tenha visto na aldeia, fui encontrá-las em grande quantidade num passeio à Cota de Mairos e ao Santiago, numa destas bonitas tardes ensolaradas de início de Outono.












A floração das merendeiras tem início em Maio, quando os dias são maiores e noutros tempos principiavam as merendas para quem trabalhava no campo.






Alegria na convalescença
-Tanta merendeira! Há quanto tempo não as via!










Flores …












“Quem em Maio não merenda, aos Finados se encomenda”, diz o povo.





A merendeira é uma espécie de açafrão-bravo cujo nome científico é Crocus serotinus.







Em Setembro, no final de Setembro, com os dias mais curtos e o fim das colheitas, acabam as merendas e as merendeiras.
Mesa merendeira na Cota de Mairos






Ai flores, ai flores de verde ramo, Se saberes novas de meu amado? Ai, Deus, e u é? Dom Dinis, Rei Trovador