Travancas coberta da neve

No
dia seguinte à nevada, por volta das 10h da manhã, recomecei a ronda pela aldeia com o objectivo de, mais uma vez, fotografar a paisagem, o património construído, animais e o homem na sua relação com o meio.

Sou da Terra Quente mas do que eu gosto mesmo é da Terra Fria!

Em criança ficava encantado quando, da varanda de casa, olhava para as alturas da Serra de Bornes e para o planalto da Carrazêda de Ansiães.


Hoje, parte do percurso foi feito em bicicleta, o que me permitiu ir mais longe, até São Cornélio.

Durante a noite, apesar da temperatura ser negativa, não houve formação de gelo, e assim, o risco de as rodas escorregarem e eu cair da bicicleta, ser menor.

As ruas, apesar do sol brilhar, continuavam sem ninguém, o que aliás é habitual, mesmo quando não neva.

Muitas casas estão fechadas e a população residente é idosa.

A primeira pessoa que encontrei foi este senhor a limpar a neve com uma pá no seu quintal.

Na estrada os carros circulavam normalmente nos dois sentidos, para Chaves e para Argemil. Desconheço se passavam para São Vicente da Raia.

A senhora tentou subir a rua, em vão, fez marcha atrás e deu a volta pela estrada. Contou com a ajuda do vizinho para evitar que o carro derrapasse contra o muro.



O senhor Delmar foi das poucas pessoas que encontrei na rua
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