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sexta-feira, 6 de agosto de 2021

Arranque da Batata ´21

 Boa colheita

 
 



 


 
 
 
 

domingo, 29 de maio de 2016

Gradar as batatas

Termo de São Cornélio

Gradar batatas é uma prática agrícola ancestral que consiste em aplainar  ou desterroar a superfície do solo cultivado com o auxílio de uma grade.



Embora residual, é uma prática que se mantém pelas terras da raia.






terça-feira, 17 de maio de 2016

Batatas nos linhares

            Chuva retardou o final da época

Abril, habitualmente, é o mês da plantação de batatas nas terras altas da raia. Antes, não é aconselhável por causa das geadas.


Este ano, todavia, a chuva, persistente, atrasou o plantio, estendendo a época de produção até quase ao fim de maio.



Antes de se deitar a batata nos sulcos, abertos pelo arado ou com a sachola, estruma-se a terra, lavra-se e fertiliza-se.


Mãos experientes plantam, a espaços regulares, batata de semente espanhola, holandesa, dinamarquesa ou escocesa. Nacional, oriunda do Planalto da Bolideira, deixou de haver. Políticas da CEE...




As batatas, depois, cobrem-se com enxada, como está a ser feito pelo Luís. Passadas   duas semanas, arrancam-se as ervas daninhas com guinchas.


A plantação é um trabalho que requer saber de artesão e experiência acumulada ao longo de anos.


Na época do plantio a boa disposição é reinante. 



A feminização da agricultura, uma evidente realidade.
A população disponível para o trabalho é o grupo etário dos idosos, acima de 65 anos. Não há outra!


Torna-jeira, um costume que a todos beneficia. Como neste linhar, onde três famílias participam na plantação do batatal de um vizinho.


Sem a entre-ajuda, no passado  teria sido mais difícil sobreviver.


Pagar jeiras tornaria incomportável os custos de produção!


Na Capital da Batata está enraizada a convicção de que os produtos são de melhor qualidade e sabor quando produzidos nas próprias terras. 
Ninguém discorda, pois não?


segunda-feira, 21 de setembro de 2015

O arranque das batatas

Campanha de 2015 terminou

Na semana que passou andei por São Cornélio, Argemil e Travancas à procura de quem tivesse batatas por arrancar.


Em seguida procurei saber quando e onde se faria o arranque.


Sexta à tarde,  entre Argemil e a capela do Senhor dos Aflitos. O terreno, onde em anos bons se colhem perto de 15 mil kg de batatas, ainda estava com  humidade, resultante da forte chuvada caída no início da semana.


No tempo em que as batatas eram vendidas à cooperativa, a campanha do arranque começava em setembro. Este ano, contudo, com o verão quente a dar um empurrão, começou em meados de agosto.  Semeadas em 19 de maio,  são as últimas batatas a serem arrancadas.


A produção no planalto da Capital da Batata, está em queda há vários anos. O preço pago aos agricultores, não cobrindo os custos, faz com que se procurem culturas alternativas, como o milho e a plantação de soutos.


Na Sexta, o arranque; sábado de manhã, a apanha.


Desirée e Kennebeck, as variedades produzidas nas terras da raia.


Para quê correr o risco de semear batatas que não sejam para consumo doméstico  e alimentação dos animais?  Cálculos feitos, por 0,30 cêntimos o quilograma, a produção seria rentável. Resta esperar que apareçam compradores a pagar esse preço.


Assim sendo, que se concretize a esperança e o risco do desafio seja aposta ganha.





quinta-feira, 16 de abril de 2015

Sementeira da Batata

Sem a força de outrora 

Vai longe o tempo em que a sementeira era uma grande azáfama. Por todo o mês de abril, no planalto ecológico da União das Freguesias de Travancas e Roriz, se viam tratores  a semear batata nas terras que não estavam de pão.


Numa terra que já foi "Capital da Batata"; onde se produzia excelente batata de semente certificada, importa-se agora,  da Holanda, a mais cara, a 28 € o saco de 25 kg e a mais barata, da Dinamarca, a 9,50 euros.


Este ano não vale a pena semear para vender. No anterior ano agrícola, com o quilograma da batata a ser comprado ao agricultor por dez cêntimos - preço que não cobria os custos - há produtores que ficaram sem vender a  produção, preferindo dá-la de alimento aos animais.



Na segunda semana do mês, indo de São Cornélio a Argemil, já só se vê um ou outro produtor a semear batata, para auto-consumo, em pequenas leiras.


O fim da época da sementeira  chegou  antecipadamente a meados do mês.


Resultante de Políticas Agrícolas Comuns, da União Europeia.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Arranque da Batata' 14

Começou a campanha

Com o início da colheita da batata, o ciclo produtivo do tubérculo está a chegar ao fim,  neste ano agrícola. 

Encontrei os primeiros arrancadores logo a seguir à festa do Senhor dos Aflitos, no sítio do Vale da Preta,  quando ia ter com o "alcalde" do concelho de Vilardevós, no outro lado da raia.



Acostei o carro e fui ter com o grupo, constituído por três senhoras, três meninas e o tratorista, membros de duas famílias, de Argemil e Travancas.  Ninguém é assalariado; trabalha-se no sistema de torna-jeira, sistema de entreajuda ainda muito em uso nos trabalhos agrícolas.



"Tem de fotografar  o meu colmeal, em Argemil, uma coisa linda!" Ficou a promessa de um dia fazer a "reportagem".


Apesar do preço da batata no produtor não compensar a produção, sempre se vão cultivando alguns campos, quanto mais não seja para a dar de alimento às vacas e recos.



Arrancador de batata vibratório, com uma cunha, atrelado ao trator. Na freguesia há diferentes modelos.



Tradicionalmente, o arranque da batata, com guinchas, é tarefa de homens e a apanha é feita por mulheres.



Enquanto não arranca o ano letivo de 2014/2015, as duas amigas ajudam as famílias  na colheita da batata.  Uma maneira diferente de terminar as férias!



Antigamente, por esta altura, armavam-se as costelas aos pássaros e era preciso ir aos grilos, junto dos batateiros, para os atrair.



Mas, embora esteja feliz por ter encontrado um, a menina não  vai fazer essa maldade ao grilinho!




Em abril, o João Pilão, de Argemil,  quando andava a semear batatas, deu-me umas tantinhas para eu cultivar.


Uma batateira das sementes oferecidas.


Deu esta quantidade de batatas!

A colheita foi de seis baldes, por pouco  mais de um balde semeado; É uma produtividade não muito baixa, apesar da falta atempada de monda e regas frequentes.







segunda-feira, 30 de junho de 2014

Escaravelho da batateira

Como proteger a batata



O escaravelho da batata, quer em  larva, quer em adulto, alimenta-se da folha da batateira, triturando-a pela borda.




Uma batateira sem folhas não fotossintetiza e portanto não tem capacidade para formar batatas, e se as consegue formar são muito pequenas ou mirradas. 







Inseticida para matar o  escaraveljp