Mostrar mensagens com a etiqueta Flores. Primavera. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Flores. Primavera. Mostrar todas as mensagens

domingo, 20 de março de 2022

Equinócio da Primavera

Bem-vinda estação das flores

No hemisfério Norte, o equinócio, dia 20 de março,  marca o início da Primavera.


Nesta data, dia e noite têm igual duração, em todos os  pontos da Terra.



De colores
De colores se visten los campos en la primavera
De colores
De colores
Son los pajaritos que vienen de afuera




segunda-feira, 2 de abril de 2018

Jacinto, a flor do equinócio

Na Terra Fria da raia trasmontana


 Os jacintos  são das primeiras flores de jardim a florir.
 
 
São de múltiplas cores
 
 
 
Os bolbos rebentam no final do inverno, prenunciando a chegada da primavera.
 
 
 
Suportam temperaturas baixas e nevadas.
 


Como noutros quintais da aldeia, o jardim da Dona Maria, esposa do senhor Manuel, está repleto destas flores perfumadas.
 

Quando o dia vence a noite, e a luz as trevas...



... o jacinto floresce, dando  inicio a um novo ciclo de vida na Natureza, eterno renascer que simboliza o triunfo da vida sobre a morte.
 
 
E nós, em tempo de Páscoa, pomo-nos em sintonia com as forças da Natureza, preparados para renascermos interiormente?





domingo, 6 de abril de 2014

Narciso, a flor do mito


Que bela história!
No dizer do Alquimista

 Narcissus pseudonarcissus

O narciso é uma bolbosa que, no Planalto de Travancas, a 900 metros de altitude, floresce  a poucos dias do equinócio da primavera.



Há muitas variedades de narcisos silvestres e cultivadas em jardins.



Narciso, porém, além de ser nome de flor, é um mito grego que ao longo de milénios tem fascinado artistas, poetas e escritores. 




Desde a Antiguidade greco-romana que o mito da flor possui várias interpretações. Paulo Coelho, escritor brasileiro, na obra "O Alquimista"  apresenta a versão que se segue.



 

O Alquimista conhecia a lenda de Narciso, um rapaz que todos os dias se debruçava na margem de um lago para contemplar sua beleza. Era tão fascinado por si mesmo que certa manhã, caiu no lago e morreu afogado. No lugar onde caiu, surgiu uma flor, que chamaram de Narciso.



 
Mas não foi assim que Paulo Coelho, na sua obra-prima, terminou a lenda. Continuando...

O Alquimista dizia que, quando Narciso morreu, vieram as deusas do bosque e viram o lago, que antes era de água doce, transformado num lago de lágrimas salgadas.





- Por que você chora? - perguntaram as deusas.

- Choro por Narciso - respondeu o lago.

- Ah, não nos espanta que você chore por Narciso - disseram elas. - Afinal de contas, apesar de sempre corrermos atrás dele pelo bosque, você era o único que contemplava de perto sua beleza.



 

- Mas Narciso era belo? - perguntou o lago.
- Quem melhor do que você poderia saber disso? - disseram, surpresas, as deusas  - Afinal de contas, era nas suas margens que ele se debruçava todos os dias para contemplar-se!



 
O lago ficou quieto por algum tempo. Por fim disse:
 - Choro por Narciso, mas jamais notei que Narciso era belo. Choro porque, todas as vezes que ele se debruçava sobre minhas margens, eu podia ver - no fundo dos seus olhos - a minha própria beleza refletida.

"Que bela história", pensou o Alquimista.



Que bela história! Ou que fascinante enigma?
Será que Paulo Coelho, pela voz do Alquimista, fala do egoísmo do ser humano, preso à sua própria imagem, em vez de buscar o belo nos outros e descobrir o que têm de bom?





Pelo contrário, o escritor não se fica pela ideia superficial de que Narciso seja um ser vaidoso, narcisista, contemplando a sua própria beleza física, refletida nas águas do lago.  



Espiritualista, Paulo Coelho faz uma interpretação filosófica do mito da flor e, na enigmática expressão do Alquimista - Que bela história - leva-nos a concluir que Narciso, num processo introspectivo, via na sua  imagem, refletida nas águas do lago, a imagem do Criador. Essa interpretação simbólica vai ao encontro da própria Bíblia, livro sagrado, que diz ser o homem feito à imagem e semelhança de Deus!



"Narciso contemplou em absoluto a grandiosidade da alma do ser humano, e apaixonou-se por ela, tornou-a seu objetivo e seu foco de admiração para sempre".



Mas que bela história, Alquimista!