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sábado, 2 de novembro de 2013

Dia de Fieis Defuntos

Romagem ao cemitério

A presença dos ausentes

Partida da procissão, a seguir à missa, celebrada por intenção dos fieis defuntos.



Chova, faça frio ou sol, há sempre muitas pessoas a participar nesta tradição religiosa, de visita ao cemitério, no Dia dos Mortos


Nos dias que antecedem os Finados, os familiares, para amenizar a dor irreparável e diminuir a saudade, limpam jazigos, levam flores, acendem velas, rezam...


Proximidade com os seus defuntos.





Reencontros.







 

Querido filho

Quem crê em mim, viverá eternamente
 
 
 
 

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Dia de Finados

Morrer para ressuscitar

In memoriam
 MMXII

Para a Guida, muitas flores, anjos e velas; dos pais, irmão e amigos.
 
 
Aqui jaz Francisco de Carvalho Melo 

 
Em Travancas, seguindo a tradição católica do Dia de Todos os Santos, os familiares dos falecidos vão ao cemitério, enfeitar as campas com flores e velas, e orar para que os entes queridos repousem na paz da eternidade.
 

Nos cemitérios não estão presentes apenas valores religiosos. Símbolos de valores estéticos, filosóficos, económicos e sociais estão igualmente representados  na arquitetura tumular. Sociólogo que queira estudar a estratificação social de uma comunidade rural, deve passar pelo cemitério!



Todos livres e iguais, proclama a Declaração Universal dos Direitos do Homem, mas todos diferentes no nascimento e na morte!

 
No Dia dos Fiéis Defuntos é costume haver missa  na igreja matriz e procissão até ao cemitério.  Em Argemil e São Cornélio, far-se-á nos próximos dias.
 

Na visita ao cemitério, continuam a ir familiares dos fiéis defuntos de Argemil e São Cornélio, enterrados em Travancas, antes das duas aldeias terem construído os seus.

 
 
Partiram recentemente para o Pai
 

Nos  últimos quinze dias faleceram quatro pessoas de Travancas. O senhor Chico Melo foi enterrado segunda-feira. Da última vez que nos vimos, na estrada, de sorriso nos lábios, mas denotando preocupação com a doença, perguntou-me como estava de saúde, na  sequência da operação a que fui sujeito à cabeça, na unidade de neurocirurgia do Hospital Egas Moniz, em Lisboa.
  
Dele, neste Dia de Finados, guardo a imagem de um senhor, com a pá, a retirar a neve, acumulada diante de casa, logo a seguir a cada nevada.
 
 
Numa das campas da família Maldonado, jazem os restos mortais de Dona Maria Elisa, enterrada na terça-feira. 
 
"-Gostava muito da Zinha"
Não cheguei a conhecer a menina Zinha, como era carinhosamente tratada, com quase 100 anos; em casa, no entanto, ouvia falar dela, com carinho.  

 
Cemitério de São Vicente da Raia
A morte também bateu à porta da família da dona Élia, de Argemil. João, um dos seus filhos, casado em São Vicente e  residente em França, viera, feliz, à aldeia, para ir à caça da perdiz e do coelho, com amigos de infância. Não regressou,  um ataque fulminante ceifou-lhe a vida. Há anos,  outro filho morreu num acidente de motocicleta à entrada de Argemil. Sentidas condolências ao Pedro, à mãe e demais familiares.



Campa da família Pires, aberta para o enterrro de dona Olímpia, natural de Argemil. Esta senhora, já idosa, residia com a filha Candidinha. O seu corpo foi trasladado de França e sepultado no cemitério de  Travancas, dia 3 de novermbro de 2012. 
 

Funeral de dona Olímpia Pires.
Último adeus de familiares, amigos e vizinhos. 
 

No coração dos que ficam, resta a saudade dos que partem... 
 
 
 
 

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Fieis Defuntos


Romagem ao Cemitério

Como de costume, os dias que antecedem o Dia de Finados, são de romagem ao cemitério para limpar as campas, embelezá-las com flores e acender velas pela alma dos familiares mortos.



O Dia de Todos os Santos é no entanto o de maior movimento.



Campa da Guida, recentemente falecida.


Apesar de Argemil e São Cornélio terem cemitério próprio, desde há alguns anos, ainda são muitos os moradores dessas duas aldeias que se deslocam ao cemitério de Travancas, onde estão sepultados familiares.











Finados


Este ano não se realizou, devido ao temporal, a tradicional procissão ao cemitério, após a missa.


No entanto, mesmo chovendo intensamente, foram muitos os que quiseram, neste dia, visitar a campa de familiares falecidos e orar por eles.



O  senhor padre Delmino fez uma breve oração.


 
Depois... foi o regresso a casa.


terça-feira, 2 de novembro de 2010

Felizes os Mortos

Que morrem no Senhor
Aleluia! Aleluia!

2 de novembro, Dia de Finados


Em Travancas é costume, depois da missa dos fiéis defuntos, haver uma romagem de saudade ao cemitério. A separação de sexos na igreja, sem ser rígida, mantem-se na procissão. No grupo de homens, à frente, não há nenhuma mulher,  embora  no grupo das mulheres, atrás, haja alguns homens, tal como nas missas.


Pelo caminho vai-se rezando o terço


Nós te rogamos Senhor
Pelos irmãos que morreram
E à procura do Teu rosto
À Tua porta bateram


Depois da breve cerimónia religiosa, cumprimentam-se os amigos  que há tempos não se viam. Dão-se notícias, despedem-se até à próxima.


A  morte não escolhe idades

Sabemos que estamos de passagem na vida; não sabemos é quando e como partiremos. 










O ritual das flores e das velas

No mundo ocidental é costume oferecer flores a quem gostamos e, por extensão, depô-las nas campas de familiares e amigos quando os visitamos no cemitério.  Apesar de haver menos procura, o preço das flores continua extremamente caro, se o compararmos com o praticado noutros estados da União Europeia.

Pequeno arranjo floral a sete euros, no mercado de Chaves.


Vaso de crisântemos amarelos  vendido a dez euros


Solução alternativa, carreta com flores, para várias campas!


Bonito arranjo feito com flores do quintal


O simbolismo da luz patente nas velas acesas

Há velas chinesas a vários preços. As mais baratas custam cinquenta cêntimos.



Romagem  e flores no Dia de Todos os Santos

Para os cristãos da freguesia, à semelhança do que acontece em todo o país, o dia 1 de Novembro é dia de ir aos cemitérios  de Travancas, Argemil e São Cornélio, enfeitar as campas e rezar pelas almas dos seus mortos.  Na oração, o caminho para aliviar a saudade. Vários são os filhos da terra, residentes nos centros urbanos e no estrangeiro, que demandam as aldeias da freguesia, para homenagear os seus mortos, embelezando campas, participando na missa dos fieis defuntos e na romagem ao cemitério.




Lavar, limpar, varrer, substituir as flores murchas ou de plástico por umas novas. Colocar os vasos ou arranjos nas posições mais adequadas.  Acender as velas...

Há quem faça esse ritual em duas ou mais sepulturas.


Há quem, de São Cornélio, vá ao cemitério velho e ao novo...


Para os de Argemil, com familiares sepultados nos dois cemitérios,  a romagem é dupla também


Para todos, o mesmo objetivo: ter a campa dos seus mortos enfeitada, estar com eles, matar saudades, pedir para que descansem em paz e que o Senhor os acompanhe. A fé dá força anímica a quem acredita na vida para além da morte.