Merendeiras
Singelas florzinhas rompem o chão enegrecido pela cinzas do fogo devorador, trazendo a esperança de que a vida recomeça.
Capital da Batata
Merendeiras
Singelas florzinhas rompem o chão enegrecido pela cinzas do fogo devorador, trazendo a esperança de que a vida recomeça.
Vacina da gripe
Arrancou hoje, 19 de outubro, em todo o país, a 2ª fase da campanha de vacinação gratuita contra a gripe, do Serviço Nacional de Saúde. Esta fase inclui pessoas com mais de 65 anos e pessoas com doenças crónicas.
Simples e rápido. Os nossos idosos ficaram mais protegidos.
Cultivo experimental de variedades novas
Os nomes dados a estas variedades são muitos, variando consoante as áreas geográficas ou numa mesma zona conviverem diferentes designações. Esta abóbora pequena, em forma de pêra e casca de tonalidade amarelada, chama-se abóbora manteiga ou abóbora butternut. Além de saborosa, conserva-se durante mais tempo fora do frigorífico.
A abóbora é legume ou fruto? No uso corrente é um legume porque a aboboreira tem folhas verdes, mas os especialistas classificam-na como fruto porque tem sementes.
Seja legume, verdura, hortaliça ou fruto é um alimento fibroso com poucas calorias, excelente para combater o colesterol.
Dá a figueira do senhor Fernando
É o caso de uma variedade de figueira encostada ao muro do adro da igreja que, num ano de pouca fruta, deu abundante produção.
É pertença do senhor Fernando, homem pacato que tem o dom da partilha, repartindo figos saborosos com vizinhos.
Além dos figos deu, para muda, galhos com raiz. Embora não tenha tido em atenção as luas para o plantio, espero que peguem e que os frutos venham a ser tão suculentos como os da figueira matriz.
Um bem-haja
Para acender o lume
Aquilino Ribeiro, no seu romance Quando os Lobos Uivam, escrito em 1958, fala da oposição das gentes serranas à desapropriação dos baldios nos anos 40, para neles se fazer o plantio de pinheiros, com a promessa de que a florestação iria tirar as aldeias da pobreza.
O povoamento florestal forçado, porém, não criou empregos nem evitou a emigração massiva mas o pinheiro representa hoje cerca de 40% da área florestal em todo o país, 31,2% da qual, em 2017, era composta por pinheiro bravo, pinus pinaster. planta mediterrânica..
Estamos habituados a ir aos pinhais que rodeiam Travancas e aldeias vizinhas, para apanhar míscaros, ou para repousar e respirar o intenso odor do pinhal, que tanto bem faz aos pulmões.
Descobri neste final de estação estival que há quem apanhe as pinhas para acender o lume com melhor resultado que as giestas.
Par-ou-pernão?
Os mais velhos lembram-se deste popular jogo feito com pinhões. Saudades de tempos que não voltam atrás.
Mas a apanha de pinhões - o ouro branco do pinhal - tem, principalmente no Alentejo, uma finalidade económica, destinado à comercialização para obtenção de rendimento,
Os pinhões, sementes do pinheiro, quando caem das pinhas, no Verão, se forem cobertos pela caruma dão origem à germinação de novas plantas.
Pinhas do pinhal do monte, boas para por em brasa o carvão do churrasqueira..
Até o churrasco fica mais saboroso!
Conclusão das obras no cruzeiro de S. Tiago
Com o ajardinamento e pedra comemorativa, ficou concluído o cruzeiro erigido em 14 de dezembro de 2017, em honra de S.Tiago Maior. Embora esteja em
propriedade particular, espera-se, dos que amam Travancas, que o
estimem e o vejam como património da aldeia.
Na esteira de cruzeiros erguidos no passado em encruzilhadas,
com a função de cristianizar locais de culto pagãos, o Cruzeiro de S.
Tiago foi erguido na bifurcação da estrada para a fronteira com o caminho
para as Ruínas de Palheiros, para assinalar o lugar como espaço de
passagem de peregrinos e contrabandistas.
O culto a S.Tiago, antigo e popular, está presente em capelas e igrejas, erguidas em sua honra, em ambos os lados da fronteira. No cruzeiro, painéis de azulejos reproduzem, em três das quatro faces do pedestal, imagens do seu culto em três aldeias raianas próximas.
S.Tiago da capela de Mairos
Com botas e vestes da Idade Média suscita reação empática na população camponesa.
S. Tiago de Tronco, orago da paróquia.
Igrexa de Santiago de Arzúa, paróquia de Berrande, concello de Vilardevós (Galiza).

Cristo eucarístico ou pelicano rosacruz
Embora consagrado a S.Tiago Maior, apóstolo mártir, decapitado em 44 D.C. em Jerusalém, o cruzeiro apresenta na face ocidental do pedestal, no fuste e na cruz, uma simbologia esotérica, alusiva ao peregrinar do Homem em busca da Luz.
Para os alquimistas a rosa representa a alma; o desabrochar espiritual no símbolo da AMORC - Antiga e Mística Ordem da Rosacruz
INRI
Santiago Matamoros
Embora em Arzúa, Tronco e Mairos, a iconografia represente S. Tiago como apóstolo e peregrino, durante a guerra contra os Mouros a iconografia da época representou-o, por vezes, montado num ginete branco.
O seu culto, iniciado na Reconquista, espalhou-se por toda a Europa e Santiago de Compostela converteu-se em importante local de peregrinação para a cristandade, dando origem aos Caminhos de Santiago, reconhecidos como caminhos culturais pela UNESCO .
A Ordem de Malta
Os Cavaleiros Hospitalários de São João de Jerusalém são uma ordem religiosa e militar, fundada em 1136 na Palestina, com presença indelével nas terras raianas de Vilardevós e Monforte de Rio Livre.
Vigiavam caminhos, como os Templários, e criavam hospitais para assistir os peregrinos enfermos. Em 1530 passou a chamar.se Ordem de Malta.
Antigo albergue de peregrinos em Roriz
Embora pouco povoadas, as terras de Monforte de Rio Livre, ficavam na rota de caminhos jacobeus secundários que, com origem na Terra Quente, passavam por Palheiros e Cota de Mairos para desembocar na Via da Prata em Vilardevós.
Urge valorizar o património histórico e paisagístico, colocando Travancas nas Rotas do Contrabando e nos Caminhos de Santiago. O lema da União de Freguesias de Travancas e Roriz é Unus pro omnibus, omnes pro uno. Todos por Travancas!
Nas freguesias rurais, União de Travancas e Roriz incluída, a participação foi ínfima. Não tive acesso aos dados oficiais na CMC nem na Junta de Freguesia.
À pergunta “Concorda com a reabertura da ponte romana de Chaves ao trânsito de veículos automóveis ligeiros, num único sentido?” de resposta sim ou não, 85% dos participantes rejeitou o regresso dos carros ao monumento nacional, pedonal desde 2008.
Com a decisão dos eleitores flavienses, uma promessa eleitoral foi cumprida. No entanto, não falta na oposição quem ache que o referendo municipal foi dinheiro mal gasto.
Em tempos de pandemia da Covid-19, o tema do referendo não motivou os eleitores. a participar
RESULTADOS OFICIAIS
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