quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Nevada no Outono

Neve chega mais cedo este ano

Neve, pouquinha e de pouca duração, mas ainda assim o suficiente para satisfazer, como ao senhor Amaral, as saudades dela, caiu em Travancas e em todo o Planalto da Bulideira nesta manhã de 14 de novembro de 2019.


Veio mais cedo este ano. Desde o  raiar do dia que nevou com grande intensidade por diversas vezes, mas nevadas de curta duração, intercaladas  por bátegas frias. 


 A neve pegava mas pouco tempo  depois derretia, exceto nos locais mais abrigados e altos.



Foi a minha cara-metade que  às 7h 30´ me despertou para me dar a boa nova: -Vem ver, está a nevar em Travancas!


E eu levantei-me à pressa para, parafraseando Augusto Gil na  Balada da Neve, ver a neve a cair  "Branca e leve, branca e fria que há tanto tempo não via".


Abri a janela e, como criança feliz,  deixei-me estar a vê-la cair em farrapos, silenciosa. Ouvia o coração falar: Como ela  é bela! e um sentimento de  nostalgia "Que saudades, Deus  meu!"  se apossava de mim.



Depois, alvoroçado, sem me lavar e tomar o pequeno-almoço, peguei  na máquina fotográfica e subi até ao alto da Rua da Roçada...



... onde os carvalhos e castanheiros que plantei no Vale da Bouça ainda estavam, como numa paleta de cores, cobertos de folhas de diferentes tonalidades de verdes, castanhos, vermelhos e amarelos. 




O manto de brancura e a folhagem multicolorida despertaram em mim emoções e sentimentos de  bem estar, tranquilidade  e paz de espírito.

Perante esta maravilhosa paisagem, proporcionada pela Natureza, como não acreditar numa inteligência superior ou Deus criador?


Como é lindo o Outono! O Altíssimo seja louvado por meus olhos desfrutarem deste Éden.



Quando voltar ao pó da terra, e acreditando que há vida no Oriente Eterno, a minha morada no Olimpo será este rincão raiano !



Nunca presenciei nevadas antes do dia 28 de novembro!  



Este ano, porém, uma massa de ar polar, oriunda da Islândia, trouxe a neve duas semanas mais cedo.









Foi pouca, é certo, mas seria bom augúrio de virem outras mais nesta estação fria...

... não se desse o caso das alterações climáticas provocadas pelo Homem  fazerem temer que deixe de nevar em Travancas nos próximos anos.


Travancas, Terra Fria transmontana até quando?





quinta-feira, 31 de outubro de 2019

O tempo das castanhas

A mesma rotina, ano após ano

Normalmente as castanhas, aqui na freguesia, começam a pingar no final da primeira quinzena de outubro. A época termina um mês depois.




Este ano a época começou mais tarde, no mínimo uma semana.



Produção fraca. Num ouriço, onde deveria haver três ou mais castanhas, há duas.





sexta-feira, 4 de outubro de 2019

Cogumelos, petisco às refeições

Frades ou rocas na brasa

Os  cogumelos recebem muitos nomes, variando a designação com os lugares onde são apanhados. Esta variedade, em  Travancas é conhecida pelo nome de frades mas há que lhe chame rocas.


Assados nas brasas e depois, envolvidos em azeite puro de oliveira são um grande petisco a anteceder as refeições.


Rocas no pão, assadas nas brasas da lareira.



As rocas são fáceis de identificar.  Encontram-se em toda a parte  mesmo sem ser em soutos.  È a variedade mais numerosa. O seu preço  no mercado também é o mais baixo.




Outra variedade  comestível

Chamam-se boletos. São os mais apreciados pelo sabor e serem suculentos. São também os de maior valor comercial, acima de 15 euros o quilograma. Nas aldeias da freguesia  há quem venda cogumelos apanhados no campo.


Encontrei muitos no souto, alguns com mais de um  quilograma. No entanto, como já estavam em fase de decomposição, não tirei qualquer proveito deles.


sexta-feira, 27 de setembro de 2019

É um tentilhão?

Como se chama?  Alguém sabe?

Vi o passarinho, da janela, pousado na relva do pátio. Estranhando, fui até ele, receoso que servisse de petisco a gato vadio à procura de alimento.


Cansado de fugir-me e porque mal levantava voo, não foi difícil apanhá-lo. Como me pareceu ferido numa pata deixei-o na sala durante um dia.



No dia seguinte, ao tentar apanhá-lo batia as asas, em vão, porque não tinha para onde se escapar.


Preso nos dedos, levei-o à janela onde o libertei para regressar à Natureza.  Conseguiu voar mais de 5 metros, antes de pousar no galho da uma pereira, Sobreviveu?   

A história do passarinho, contada aos meus três Flamenguinhos  é que o  hipotético tentilhão, no caso  uma fêmea, ave migratória, ficara exausto da longa viagem que fizera  desde a fria Flandres até  Portugal, para fugir ao rigoroso inverno belga. Na primavera regressaria para junto do marido, que  por lá ficara, poria ovos, chocá-los-ia, e nasceriam mais passaritos!

domingo, 25 de agosto de 2019

Senhor dos Aflitos´19

Procissões das velas e dos andores

Imagens 

Este ano, por a Festa do Senhor dos Aflitos, a 25 de agosto, ficar colada à festa do São Bartolomeu, nesta não se realizou procissão.



































 



sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Capela já tem Campanário

Mas ainda falta o sino!

A capela de Nosso Senhor dos Aflitos tem finalmente um campanário para um sino. Oxalá este não tarde a ser colocado para que, ao ouvirmos o sonido apelando à egrégora, nos sintamos impelidos a amar o próximo como a nós mesmos.


Além do campanário, o espaço envolvente à capela também esteve em obras para a festa do padroeiro da freguesia.  Ao lado do coreto há agora casas de banho separadas para ambos os sexos.



O chão em frente  ao bar foi cimentado para tornar mais confortável os passos de dança. No entanto há criticas à opção pelo cimento, alegadamente  por o chão de terra batida e arborizado ter estética mais bonito.


Advinha
Qual a coisa qual é ela,que tem  um dente e chama por toda a gente?




Capela iluminada  para a romaria do Senhor dos Aflitos.