segunda-feira, 17 de maio de 2010

A Festa do Chaves no Jamor

E dos adeptos de Travancas


A Princesa, transmontana dos quatro costados, dois deles de Travancas, puxou pelo Chaves do princípio ao fim. Ela cantou, ela dançou, ela aplaudiu, ela buzinou, ela assobiou, ela esteve feliz a tarde inteira. Só lhe faltou uma bandeira do Chaves que, infelizmente, não havia à venda.


Saí de igreja de Santa Cruz, de camioneta, para o Estádio Nacional, às duas da manhã. Ouvi dizer que de Chaves partiram para cima de cinquenta. O grupo com quem viajei foi o primeiro a chegar, às 8h30. Como o jogo só fosse às 17h fui a casa, em Oeiras, descansar um pouco. No meu bairro, benfiquistas e sportinguistas, vendo-me com as cores do Grupo Desportivo de Chaves desejavam-me boa sorte. Para o jogo fui eu, a Princesa - com quem almocei - e o Lando, um amigo de Águas Frias, residente na Costa do Estoril.


Dentro do estádio, ao intervalo, encontrei o David, acompanhado da esposa. Eles partiram de Chaves no mesmo comboio de três camionetas que eu mas, à chegada, cada um de nós foi à sua vida.

Não foi difícil reencontrá-los porque em Travancas eu tinha tomado nota do lugar onde iam ficar sentados no estádio.


Orgulho de ser sócio do Chaves
O mesmo não sucedeu com o senhor Fernando, sócio do Chaves "há mais de sessenta anos". Quando lhe contei que o tinha ido procurar dentro do estádio, respondeu-me que ele e os outros, com quem viajou, se sentaram "onde calhou".


Este é o Mário. A viagem até ao estádio nacional, para ele, foi mais curta.


Zeca e Beto


O Beto é que montou a barraca, no parque de estacionamento das camionetas, para o pessoal de Travancas se juntar e almoçar. É natural da aldeia mas mora em Lisboa. Saiu muito pequeno para o Brasil, onde viveu até aos 17 anos. No regresso, depois da morte do pai aos 39 anos, foi viver para Lisboa. O coração, esse, ficou em Travancas.



Mirandela com o Chaves!
Passei pela barraca de comes-e-bebes do Beto às 15h. Nessa altura já o almoço havia terminado mas, ainda assim,  comi uma sardinha e bebi cerveja de barril.



Alguns tinham ido dar uma volta e outros jogavam às cartas.



Mário, -À vitória do Chaves!


Antes do jogo o ambiente era de festa


Gigantones na festa transmontana



 Adepto  punk ista na maré azul-grená


Saludos de los de sombreros


Chaves, olé !


No campeonato da bebida a loura bateu o garrafão!




Aplausos para o Desportivo de Chaves
O primeiro tempo terminou com o Chaves a perder por 2-0. Os minutos iniciais foram, no entanto, empolgantes, sobretudo quando Edu ia inaugurando o marcador, se a bola não tivesse batido na trave. Os adeptos não esmoreceram e no segundo tempo puxaram sempre pela equipa até que, perto do final, o golo chegou, dando a todos uma grande alegria. O resultado, 2-1 para o Futebol Clube do Porto, deixou os adeptos do Chaves satisfeitos, aplaudindo os jogadores, por não se terem deixado intimidar e por a equipa ter caído de pé,  com garra.




No final do jogo, antes do regresso a casa, nós, os  de Travancas,  voltámos à tasca do Beto para comemorar o bom desempenho do Chaves, beber uma cerveja e comer, retemperando forças, que a noite ia ser longa. Aliás, no farnel, os transmontanos, como se viu, são imbatíveis!




Senhor José Silvério


"Somos transmontanos", dizia o enorme cartaz à minha frente.


Orgulhosamente transmontano, digo eu que estive lá no Jamor!

domingo, 16 de maio de 2010

Ó Chaves, p'rá frente!

Travancas com o Desportivo de Chaves


Um grupo de adeptos do Desportivo de Chaves, em que se incluem o David e o senhor Fernando, está de partida para o estádio nacional, em Lisboa, para apoiar a equipa na disputa com o Porto pela conquista da Taça de Portugal.


Vizinhos e amigos


Adeptos do Chaves no jogo com a Associação 1º de Maio, na Figueira da Foz no dia 13-04-2010, em que o Desportivo, ganhando à Naval por 2-1, garantiu a presença na final da Taça de Portugal.


Estive na Figueira da Foz com o Chaves, e também vou ao Jamor. Como sou da Terra Quente, defensor da criação da região de Trás-os-Montes e da continuidade da Linha do Tua, decidi levar comigo este cartaz de apoio ao Desportivo de Chaves.  Segunda-feira darei conta da ida dos de Travancas a Lisboa.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Agora sim, é primavera!

A beleza das flores


A primavera, no calendário, começa no dia 21 de março de cada ano mas, tendo em linha de conta que a mudança das estações do ano é um processo gradual, em Travancas chegou três semanas mais tarde, a seguir à Pascoela. 


Em maio já não há narcisos floridos. No entanto, são das primeiras plantas de jardim a florir, aguentando bem o frio de fim de inverno.




Grelos e espigos, floridos aos primeiros e radiosos sóis primaveris.




A glicínia é uma trepadeira que ornamenta as paredes de algumas casas da freguesia. A flor, de cor lilás, em forma de cacho pendente, desabrocha de abril em diante, até ao fim do verão. Reza a lenda que romanos e gregos, para preservarem o amor conjugal, andavam sempre com elas. Durante a floração despertou-me a atenção ver nelas insetos pretos, maiores que abelhas e besouros. Alguém sabe como se chamam e qual o seu papel na polinização?


A tulipa, flor esbelta, dá-se bem com o clima temperado. Aparece cultivada em canteiros, incluindo naqueles que ladeiam a capela do Largo de São Bartolomeu.


O lírio roxo, pelo contrário, sem ser cultivado, aparece em todo lado, florindo nos meses de abril e maio nestas altitudes, entre 800 e 900 metros.


Vistosa planta ornamental e árvores de fruto floridas. Em Travancas não há quintal onde não as haja.


As primeiras árvores de fruto a florir foram as ameixeiras. Há bastantes, de diversas variedades. Mas como são sensíveis a baixas temperaturas, os frutos de algumas não se desenvolveram devido ao frio excessivo em duas noites da primeira semana de maio.


Ramos de ameixeira profusamente florida


Cerejeira















Botões de cerdeira branca, um mês depois do início oficialda primavera


Pereira pejada de flores brancas.





Brotos de flor de maçã reineta


Flor masculina de nogueira. Um mes depois nascem as flores femininas a partir das quais se formam as nozes. Tenho curiosidade em saber  como se faz a polinização.

Lilazes. Até ir ao castelo do Drácula e à Valáquia, na Roménia, em abril de 2007, nunca me tinha apercebido da existência desta árvore ornamental e da beleza dos seus cachos floridos de roxo. Para meu regozijo, descobri-a posteriormente em Travancas e há dias vi-a em abundância em Argemil, onde,  quando lá voltar, espero que alguém não se importe de me dar umas mudas!


Marmeleiro florido junto à igreja. Esta árvore de fruto, das espécies que se cultivam na aldeia, é a última a florir. Sensíveis ao frio, as pontas de algumas pétalas ficaram acastanhadas com o abaixamento excessivo da temperatura noturna.


A tulipa que me deste
Com ela vou enfeitar minhas noites,
Colorir meus dias.
Perfumar meus caminhos...

in http://eufemismodeninguem.arteblog.com.br/68142/Tulipa-a-flor-que-ganhei-de-vc/