segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Dia dos Fieis Defuntos

Em Travancas, tal como acontece por todo lado, em Trás-os-Montes, vai-se ao cemitério no Dia de Todos os Santos para arranjar as campas dos parentes com flores e velas.

O cemitério é uma montra da comunidade e da evolução dos costumes. Apesar da diáspora emigratória, vizinhos e amigos poem flores em campas aparentemente abandonadas.
No Dia de Finados, depois da missa, foi-se em procissão, ao cemitério.

Pelo caminho foi rezado o terço.

Além do muito povo presente, das três aldeias da freguesia: São Cornélio, Argemil e Travancas, estiveram presentes alguns daqueles que residem fora, deslocados neste dia expressamente à aldeia para visitar o cemitério.


A procissão, reflexo da população residente envelhecida, é um mar de idosos. Alguns, caminham com mais dificuldade



A procissão atravessa o centro da aldeia





O tempo quente e seco, mau em termos agrícolas, contribuiu para tornar menos penosa a caminhada.


No cemitério rezaram-se responsos pelas almas dos que ali estão enterrados.











Mas o local não é apenas espaço onde se reza para que os mortos estejam no eterno descanso.



É também espaço de relações interpessoais onde os vivos encontram amigos e vizinhos que há muito não viam.
Dão-se as novidades, pergunta-se pelos que não estão, fala-se de tudo. No final, a convivialidade reforça os laços identitários de pertença à comunidade.
Parte-se com o sentimento do dever cumprido.

quinta-feira, 28 de dezembro de 2006

Matança do reco


O GoBerno da casa












quarta-feira, 27 de dezembro de 2006

Il neige sur mon village ...




Balada da Neve
Augusto Gil
Fui ver. A neve caía
do azul cinzento do céu,
branca e leve, branca e fria...
Há quanto tempo a não via!
E que saudades, Deus meu!
Olho-a através da vidraça.
Pôs tudo da cor do linho.
Passa gente e, quando passa,
os passos imprime e traça
na brancura do caminho...







Travancas, terra de batata e centeio, está situada a 900 metros de altitude. Todos os anos neva algumas vezes, embora nem sempre com a mesma intensidade.







Encanta-me estar na aldeia, coberta por um manto de brancura.


Depois do forte nevão o meu carro ficou assim


Trabalhar, com os campos cobertos de neve, é complicado

Capela de Nosso Sr. dos Aflitos

Cemitério, sob o manto recolhedor da neve









Caminho para o Vale Grande e Arçádegos, na Galiza (Espanha)












Vale Grande

quinta-feira, 23 de novembro de 2006