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sábado, 13 de agosto de 2022

Festa de São Cornélio ´22

Reco assado para todos

São Cornélio, depois de há alguns anos ter mudado a data da festa do padroeiro da aldeia para o mês de agosto, seguindo as pisadas de outras localidades próximas e contrariando a doutrina católica de se comemorar um santo no dia da sua morte,  introduziu nos festejos laicos a prática de brindar os participantes com sandes de reco assado na brasa.


A prática, iniciada antes da pandemia do Covid-19, foi retomada com o fim da restrições governamentais que visavam evitar a propagação de contágios. A festa foi alargada para dois dias, ficando o domingo reservado, como habitualmente, para a procissão e o arraial.

 
 

O objetivo da Comissão de Festas é a obtenção de receita que ajude a cobrir os custos de contratação de banda musical e artistas de variedades, entre outras despesas. 

A participação no ágape do reco assado é livre, franqueada a moradores e visitantes. Sandes grátis, consumo de bebida sujeito a pagamento de 1€ euro.


No local encontrei amigos de São Cornélio, Argemil e Travancas, em amena cavaqueira,  quase como num convívio familiar onde todos se conhecem Convidado a saborear no pão o reco assado no espeto, aceitei sem hesitar, não tivesse ido lá para petiscar um cibo de porco e beber uma imperial, além de fazer a cobertura fotográfica  do evento.


Como fosse perto da hora de jantar, voltei para Travancas, despedindo-me de amigos e vizinhos e desejando-lhes continuação de boa convivialidade.



sábado, 10 de agosto de 2019

Festa de São Cornélio '19

Reco assado a todos serve de chamariz

Há já alguns anos que São Cornélio mudou a festa do padroeiro da aldeia para o segundo de Agosto.



Este ano, ao arraial e à festa religiosa, que inclui missa e procissão...



,,, a comissão de festas, seguindo o exemplo de Mairos e de outras aldeias, aliciou potenciais visitantes, oferecendo sandes de reco assado, ao fim da tarde de domingo, dia 9 de Agosto, a todos que passassem pelo espaço do bar, localizado junto à igreja.



A festa foi animada por músicos contratados que tocaram modinhas conhecidas.

Aos de São Cornélio juntaram-se alguns de Travancas e Argemil.


E por todos o reco assado foi consumido, ajudando  a aumentar a venda de cerveja no bar.
Valentes!


sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Adeus de São Cornélio

Ao Carlos, baleado em Chaves

José Carlos, 39 anos, filho do senhor Humberto Outeiro, deixa viúva e filha.


Natural de São Cornélio, trabalhava em Chaves, cidade onde, na manhã do dia 17, foi encontrado morto na rua,  baleado por caçadeira.


A sua morte, pelas circunstâncias que a rodearam, foi noticiada  nos órgãos de comunicação social nacionais.



Indagando sobre a autoria do assassinato ninguém  me soube  responder. No entanto, a comunicação social fala de crime passional.



Em São Cornélio, aldeia onde residem seus pais, a comoção foi grande.


Foram muitos, além dos familiares, os vizinhos, amigos e conhecidos, das aldeias vizinhas e de Chaves,  que quiseram manifestar  o seu pesar à família enlutada, comparecendo, quer no velório, na capela, quer no funeral.


Da capela, o esquife foi levado para a igreja.


Atrás do carro funerário seguiu, em silêncio, um extenso cortejo fúnebre.


Na igreja, o senhor padre Delmino, coadjuvado por  outros sacerdotes, rezou missa de  corpo presente, por alma do malogrado Carlos.

Que diferença entre estas exéquias, pensei eu durante a Eucaristia, e as de Mário Soares nos Jerónimos,  o presidente laico que os portugueses, maioritariamente católicos e tolerantes, elegerem duas vezes Presidente da República. Há dois "Portugais", o profundo  e o da laicidade!


A igreja de São Cornélio ficou apinhada,  apesar de muitos  dos que foram ao funeral terem ficado pelo adro.


Muitos jovens, amigos, conhecidos e companheiros de trabalho do Carlos, quiseram prestar-lhe  um último adeus e subiram à montanha, até  São Cornélio.  A sua presença era  bastante visível, fazendo a diferença, relativamente a outros funerais, onde habitualmente os jovens  estão ausentes.


O cemitério de São Cornélio, morada dos que partiram para a Eternidade.


Amor fraternal


Amado filho


Um último adeus ao amigo, ao parente...


 Até sempre!


Dos nossos mortos ficam a lembrança e a saudade.


Cá fora, a vida, transitória,  continua.

À família enlutada, os meus sentidos pêsames.


quinta-feira, 18 de agosto de 2016

A moda em São Cornélio

Elogio à raiana da montanha

Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça
In Garota de Ipanema
Compositores, Vinícius de Morais e Antonio Carlos Jobim


Haverá algum homem que  não aprecie a vaidade feminina?
A vaidade começa na infância ou aprende-se? Qualquer menina, nas suas brincadeiras, experimenta os saltos da mãe e os batons. Contudo, a vaidade será própria do género feminino ou é um fenómeno cultural? Os especialistas dividem-se.



Há tempos atrás, passeando por um centro comercial, a fazer hora para ir à oficina buscar o carro, parei a olhar para um grupo de cinco manicuras  a arranjar as unhas a outras tantas senhoras de diferentes faixas etárias.


Fixando nelas o olhar, dei comigo a pensar. Porque "perdem" tanto tempo as mulheres a cuidar das unhas, a pintar o cabelo e os lábios ou a fazer tratamentos de beleza ao rosto? O que as motiva a valorizar o corpo? Porque seguem os padrões de beleza ideal e a última moda? 


Poucos dias depois dessa inesperada reflexão,  fui até São Cornélio, à festa do padroeiro, e fiquei agradavelmente "surpreendido" com a estética das toilettes  femininas.  Sempre ouvi dizer que, antigamente, em jeito de elogio, as mulheres da cidade de Chaves se arranjavam bem. Bom, no dia da festa, pela amostra do calçado e dos pés, as raianas de hoje não lhes devem ficar atrás!




Será por as mulheres serem vaidosas que Jean Jacques Rousseau,  famoso filósofo francês, da Época das Luzes, escreveu que "As mulheres constituem a metade mais bela do mundo"?






A mulher não é objeto, é a Eva companheira do homem. Durante a Revolução Cultural na China, os maoistas, com a sua famosa frase «As mulheres detêm metade do céu», estavam a proclamar que não podia haver emancipação da humanidade sem a participação e a emancipação de metade da sociedade – as suas mulheres.


Num elogio às mulheres das terras da raia, termino com um excerto do bonito poema da música "Garota de Ipanema"


Ah, se ela soubesse
Que quando ela passa
O mundo inteirinho se enche de graça
E fica mais lindo

In Garota de Ipanema
Compositores, Vinícius de Morais e Antonio Carlos Jobim






domingo, 14 de agosto de 2016

Procissão de São Cornélio

Festa em honra do padroeiro da aldeia

São Cornélio, santo padroeiro da aldeia que leva o seu nome, na freguesia de Travancas e Roriz, tem a festa em sua honra, celebrada a 14 de agosto, de há uns anos a esta parte, para a ela poderem estar, diz-se, os emigrantes.


O dia do santo, no entanto, é  festejado pela igreja católica no dia 16 de setembro, juntamente com o de São Cipriano.


Inicialmente, o Dia de São Cornélio até foi celebrado a 14 de setembro, pois, segundo relato de São Jerónimo, no século IV, terá sido nesse dia que ele e o seu amigo, São Cipriano, bispo de Cartago - cidade da Tunísia - foram decapitados, às mãos dos romanos, por não renegarem a fé cristã.


Os sinos da igreja de São Cornélio repicaram dia 14 de agosto, chamando os fieis à celebração da eucaristia.
Dezenas de paroquianos de Argemil, Travancas, São Cornélio e emigrantes, encheram a igreja, enquanto alguns deles preferiram ficar fora, no adro.


 Terminada a missa, formou-se uma procissão com  três andores, para dar a volta à aldeia.




Os andores, bem enfeitados, encomendados a floristas de Chaves, são levados aos ombros dos pagadores de promessas, acompanhados por familiares e amigos.


Dois dos andores eram promessas a Nossa Senhora de Fátima,  o que denota, pela sua influência, a importância que tem para  a fé de muitos devotos.


O terceiro andor era o do padroeiro, acompanhado por um numeroso grupo. Nele, vê-se a imagem de São Cornélio  com  os símbolos da autoridade papal.



A "Charanga Ideal", de Verín, Galiza, acompanhou a procissão, tocando conhecidos temas religiosos.







A procissão, já quase a terminar a volta à aldeia.






Promessa cumprida!


De tarde e no arraial, no palco montado no largo ao lado da igreja, houve música, para aqueles que valorizam, na festa do padroeiro, a vertente lúdica, No bar da Comissão de Festas, quem quisesse, podia beber uns copos com amigos ou bailar uma moda.


Nota:
À noite dividi-me e, depois de passar pelo arraial, fui até ao outro lado da raia espreitar a festa de Arçádegos, aldeia onde também se encontrava gente de Argemil e Travancas.