domingo, 29 de março de 2015

Domingo de Ramos´ 15

Tradição resiste à descristianização 
Passagem do testemunho

Uma das meninas de Argemil e São Cornélio cumprindo a tradição.


Inocência, de tiara e ramo pascal.


Na mão, o ramo de oliveira enfeitado com guloseimas. Dá-lo-á à madrinha?



Este ano, por não ter adiantado o relógio, mudando a contagem do tempo para a hora de verão, falhei a benção dos ramos e a procissão. Quando cheguei ao Lar do Senhor dos Aflitos,  supostamente às 11h10, a tempo de  "fazer a reportagem", já a missa ia a meio. Senti um amargo de boca por não ter assistido à cerimónia, tanto mais que antecipara o regresso a Travancas.



Rostos conhecidos à saída da eucaristia.


Regresso a casa com os ramos benzidos.


Bébés, precisam-se.
Que o parto seja uma hora feliz!


Ele e ela, caminhando lado a lado, unidos no amor fraterno e na tradição da fé.



Como que por magia, dona Cila faz lembrar, no seu papel de fiel guardiã da tradição religiosa,   as mulheres do Reino de Avalon, dotadas de poder espiritual.


A juntar ao transmontanismo  "Entre quem é", na porta de casa, o ramo benzido, oferecido pela jovem senhora da foto abaixo.


O seu nome é...





sábado, 28 de março de 2015

Regresso à aldeia

A casa... às flores do jardim

Uma longa ausência de Travancas refletiu-se no adormecimento temporário do blogue.


Mesmo sem o desvelo do "jardineiro", os bolbos de tulipas, jacintos e narcisos floriram ao ritmo da mudança das estações.


As flores de fim do inverno não exigem  cuidados de rega; a chuva e a baixa temperatura encarregam-se de manter a terra húmida, condição necessária para que as plantas brotem e cresçam viçosas.



No jardim de casa, jacintos e narcisos multiplicam-se de um ano para o outro, ao contrário das tulipas, cujos bolbos são alimento de vorazes ratazanas. Os canteiros, com clareiras, espelham desolação.



Ameixeira temporã em floração. Trata-se de uma variedade de ameixa vermelha, inapropriada para o clima frio de Travancas. Apesar da profusão de flores, os frutos não vingam, queimados pelas baixas temperaturas de abril e maio. Em vários anos só duas ameixas amaduraram!


Primeiro entardecer no Planalto Ecológico, após o regresso a casa. Ao fitar o Larouco, mergulhado no belo e grandioso horizonte, apetece louvar O Todo Poderoso que fez a Terra cheia de flores e frutos; e que fez o Céu, onde voam os passarinhos. Apetece dizer-Lhe, Senhor, obrigado por me dares olhos que podem contemplar a Tua obra!



terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

O Entroido de nosos irmáns

Foliões vão ao Carnaval de Verin

À falta de jovens nas aldeias da raia para festejar o entrudo, somos muitos os que vamos a Vilarandelo, no concelho de Valpaços ou descemos a Verín, em Espanha, para assistir aos desfiles de Carnaval. Em Chaves não há nada!


Em Verín, os cigarróns, irmãos dos caretos transmontanos, são os reis da festa. 



terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Nevada noturna

Nevoeiro e tarde ensolarada derretem a neve

Argemil, São Cornélio, Roriz e Travancas acordaram cobertas de neve. Durante a noite só nevou nas aldeias da montanha, de Águas Frias e Mairos para cima. As imagens são de Travancas ao  fim da manhã.




Descendo do Vale Grande para Travancas.


Rua Camões


















A caminho da Bulideira


Fraga Bulideira



Peregrinação



"Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; E todo aquele que vive, e crê em mim, nunca morrerá."
São João, cap. 11, vers. 25


Rua do cemitério

Oração pelos que partiram para  Deus.


Flores na sepultura  do senhor João Cassiano, cujo funeral se realizou há dois dias.


R. I. P.  - Requiescat IPace





domingo, 18 de janeiro de 2015

Funeral do senhor Cassiano

Por quem os sinos dobram?

Realizou-se esta tarde o  funeral do senhor João Cassiano, falecido na sexta, depois de no dia anterior ter sido levado de urgência para o hospital de Chaves.


O cortejo fúnebre partiu da casa mortuária para a igreja matriz, onde o senhor Padre Delmino celebrou, pelas 14 horas, uma missa de corpo presente.



A missa de sétimo dia será realizada na próxima terça-feira, pelas 11 horas, na igreja de São Bartolomeu, em Travancas.


O senhor Cassiano vivia no Lar do Senhor dos Aflitos. Dele, nonagenário de poucas falas, vou guardar o sorriso tímido e a imagem de homem sempre sentado, com aprumo, numa cadeira, ao lado da companheira que escolheu para a caminhada terrestre. 



O funeral de qualquer vizinho é um acontecimento que entristece toda a comunidade, sendo muitos os que ao toque dos sinos acorrem ao velório, à missa ou ao cemitério, para dizerem o último  adeus a um dos seus.


Sentidos sentimentos à família enlutada, pela partida do ente querido para o Oriente Eterno.



Foi há um ano... a 10 de janeiro de 2014.
Agostinho. 
-Presente!




sábado, 17 de janeiro de 2015

Iuupiii! Bem-vinda, ó neve!

Cai neve na Natureza
e cai no meu coração

 


Balada da Neve

Batem leve, levemente,
como quem chama por mim.
Será chuva? Será gente?
Gente não é, certamente
e a chuva não bate assim.



É talvez a ventania:
mas há pouco, há poucochinho,
nem uma agulha bulia
na quieta melancolia
dos pinheiros do caminho…



Quem bate, assim, levemente,
com tão estranha leveza,
que mal se ouve, mal se sente?
Não é chuva, nem é gente,
nem é vento com certeza.

Fui ver. A neve caía
do azul cinzento do céu,
branca e leve, branca e fria…
. Há quanto tempo a não via!
E que saudades, Deus meu!



Olho-a através da vidraça.
Pôs tudo da cor do linho.
Passa gente e, quando passa,
os passos imprime e traça
na brancura do caminho…

Augusto Gil 

Fotos de arquivo