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sábado, 16 de abril de 2022

Folar Transmontano

 Folar tradicional da Páscoa

O folar da Páscoa, doce ou salgado, é uma tradição que, nesta quadra festiva, se mantém viva em todas as regiões de Portugal.

 


O folar salgado, o mais tradicional, em Trás-os-Montes, é feito com farinha, ovos, fermento, massa leveda, azeite, manteiga, sal,  água. Dentro, leva carnes de porco: presunto, salpicão, chouriços e toucinho.  Por estar tão enraizado nas gentes transmontanas, o folar é um símbolo da sua identidade cultural. 

 

 

Antigamente, no Domingo de Páscoa, era costume as madrinhas oferecerem um folar aos seus afilhados. Há quem diga que a origem do bolo está  ligada  à amizade e à reconciliação.


Com o envelhecimento da população, e quando a força vai faltando nos braços, em Travancas, Argemil e São Cornélio, encomenda-se o folar ao padeiro de Tronco, de Vidago, ao João Padeiro, etc.   E assim, as panificadoras vão substituindo-se, aos poucos, no fabrico dos folares caseiros.


Durante a pandemia da Covid-19  houve panificadoras da região que, apoiadas pelas câmaras municipais de Chaves e Valpaços, através de plataformas de vendas na internet, alargaram o mercado consumidor, levando o folar transmontano, com certificado de origem, a todo o país. 



Coma  folar e tenha Boa Páscoa!



domingo, 4 de abril de 2021

Glória, Glória, Aleluia

Páscoa com Folar de Valpaços

Na Páscoa o folar é rei em Trás-os-Montes. Símbolo de identidade cultural, os transmontanos passam uma Páscoa mais feliz com  folar à mesa.


Todavia, sem a tradicional feira do Domingo de Ramos, devido à pandemia, a alternativa foi encomendar o delicioso folar da Panificadora Moutinho, de Argeriz, na plataforma digital da  câmara valpacense, autarquia que suportou o custo do transporte.


 



Mas a Páscoa, para os cristãos, é tempo de renascimento para  uma vida nova. Morrer para ressuscitar, purificados, como pessoas de bem, virtuosas, que cavam sepulturas aos defeitos morais e amam o próximo como a si mesmas.


  A Mãe Natureza, no equinócio da Primavera, mostra-nos o caminho. Nas terras altas da raia canta  o cuco e chilreiam os passarinhos; germinam as sementes, florescem as plantas... É a Roda da Vida... Nascer, morrer, renascer... num eterno ciclo.

 
 
"Assim como é em cima, é em baixo". Não é preciso ir a Roma ou ao oráculo de Delfos porque quem tem olhos que veja, ouvidos que ouça e a sua alma compreendna que o um está no todo, e o todo está  em um. 
 
Porque não então uma caminhada revigorante ao Senhor dos Aflitos para ouvir a voz do silêncio? Ouvir o Mestre no nosso coração...como os dois Franciscos, o Papa e o santo de Assis que,  em célebre oração, Lhe pediu "onde houver trevas que eu leve a luz".
 
Uma Páscoa feliz! Aleluia.


sexta-feira, 19 de abril de 2019

Via Sacra da Semana Santa

Na paróquia de São Bartolomeu de Travancas

Desde há alguns anos que na Quinta-feira Santa, uma parte do povo de Deus, dá a volta à aldeia, percorrendo algumas ruas, para reviver o que foi, segundo os textos religiosos, a Paixão de Cristo pelas ruas de Jerusalém, carregando uma pesada cruz de madeira às costas, até  ao Monte Calvário, também chamado  Gólgota, para lá ser crucificado.


A Via Sacra, assim se chama a procissão, tem 14 estações, simbolizando diferentes cenas vividas por Jesus Cristo desde a sua condenação à morte. Pelo caminho simbólico do Calvário rezam-se Padre-Nossos e Ave-Marias. Faz-se uma paragem em cada estação, para leitura dos evangelhos e de outros textos religiosos, alusivos  à cena de cada uma.


Na IV estação, na Bica do  Rigueiro, o senhor Padre Delmino, entendeu por bem fazer uma alusão à fraternidade e à solidariedade,  a propósito do texto escrito em latim, esculpido na pedra vertical do bebedouro. Esse texto "Unus pro omnibus, omnes pro uno"  é a divisa  do brasão da União de Freguesias de Travancas e Roriz  que em português significa "Um por todos, todos por um".




































sábado, 31 de março de 2018

Bolos de batata

Saber onde o folar é o rei  dos sabores


A São, todos os anos leva à feira do folar de Chaves uns  saborosos bolinhos de batata que fazem as delícias de  gourmands! Será que irá revelar a receita?



O tradicional folar de carne, caseiro ou feito nas padarias, é património da gastronomia regional. Na Páscoa está presente em qualquer mesa transmontana! Qual o melhor? Cada cabeça sua sentença!



Barroso aqui tão perto!
 


Um dia depois da grande nevada de Sexta-Feira Santa, a Serra do Larouco, vista de Travancas,  apresentava-se toda de branco.



Não resisti em ir até lá, depois da passagem pela Feira do Folar de Chaves.



Tudo corria sobre rodas até a estrada estar obstruída pela neve, impedindo  automobilistas de chegar ao topo da terceira mais  alta serra de Portugal. Contudo, valeu a pena  a deslocação ao Larouco no Sábado de Aleluia.





segunda-feira, 28 de março de 2016

Folar da Páscoa

                   Costume transmontano

O  tradicional folar de Trás-os-Montes distingue-se do de outras regiões,  por levar carnes do fumeiro.


Sábado de manhã estive em casa da Dona Cila, para ver mãe e filhas a fazerem folar. Cheguei atrasado mas ainda pude ver as filhas, com mais força nos braços, a baterem a massa, antes da levedura.




Fazer folar bem feito é um saber que,  transmitido de geração em geração, se perde na memória dos tempos.


Na massa da fornada estão 180 ovos e 15 kg de farinha;  um por cada dúzia de ovos. Água, fermento, sal e azeite são os outros condimentos. Nada de corantes!


O típico folar transmontano  não é doce! É um folar de carne!



Leva diversos tipos de chouriço, presunto e carne gorda, cortados aos bocadinhos.


Quase três horas depois, com  o tabuleiro cheio de massa levedada,  a Dona Cila deitou mãos à massa...



E foi cortando-a em porções adequadas às formas.


Depois de espalmada na masseira, cobriu-a com a carne e fez um rolo.



Dando-lhe a forma de bola...


Que deixou a levedar na forma, coberta com um pano para não apanhar frio.

Depois.....

Fui almoçar e a seguir fui para a feira do folar de Chaves. Não vi, por isso, meter os folares no forno nem tirá-los, cozidos.   Há no entanto um vídeo feito pelo Bruno que dá uma ideia de como ficaram os folares da Páscoa da dona Cila.

Nota: Bruno, o vídeo tem 242 MB e o youtube só me permite publicação  de vídeos até 100 MB.
 .

Obs.  O Bruno, neto da dona Cila, mandou o link do vídeo sobre a feitura do folar. Clicar aqui

Massa macia. Folar saboroso!




domingo, 27 de março de 2016

Feliz Páscoa



Páscoa e  Primavera


Boa surpresa, ver o ajardinamento dos canteiros, em ambos os lados da escada de acesso ao adro da igreja. O espaço perdeu o ar de abandono e tornou-se aprazível, com a cameleira.


Forsitia - arbusto de bonita flor amarela que floresce no início da Primavera. Na freguesia há vários jardins com esta planta oriunda da China.



Caméias cor-de-rosa no jardim de uma residência de Travancas.



Sábado de Aleluia, os sinos repicam à Ressurreição. É Páscoa! É Primavera!



sábado, 26 de março de 2016

Lumen Christi


  Lumen verum illuminans omnem hominem
  A verdadeira luz que ilumina todo homem



Vigília Pascal na Noite Santa
Igreja matriz  de São Bartolomeu




A Luz de Cristo
Ilumina a Terra inteira
Aleluia! Aleluia!




Glória, Glória, Aleluia!
O Senhor Ressuscitou.



I.N.R.I. 
Iesus Nasarenus Rex Iudaeorum
Jesus Nazareno Rei dos Judeus




Morte e Ressurreição
Morrer para renascermos, nos nossos corações, para uma nova vida espiritual.