Mostrar mensagens com a etiqueta Roriz. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Roriz. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Marcelo vitorioso

Na freguesia de Travancas e Roriz



Marcelo Rebelo de Sousa, eleito Presidente da República à primeira volta, com 52% dos votos, na União das Freguesias de Travancas e Roriz obteve 62,05%, uma vitória expressiva a nível local.

Embora militante do PSD/PPD, o professor da Faculdade de Direito apresentou-se a sufrágio na qualidade de independente, tendo conquistado votos à direita e à esquerda. Unir os portugueses é um dos seus propósitos.


Eleitor de Roriz exercendo o dever cívico

Dos 739 eleitores inscritos nos cadernos eleitorais da freguesia de Travancas e Roriz, só 266 exerceram o direito de voto. Os outros 473 eleitores abstiveram-se. Em percentagem, a abstenção corresponde a 64,01%. Comparativamente, a nível nacional, a taxa  foi de 49,93%.




1º lugar - Marcelo R de Sousa  - 162 votos  - 62,07%
2º lugar - Sampaio da Nóvoa -  46 votos   -  17,24%
3º lugar -  Marisa Matias  - 26 votos -  9,96%
Maria de Belém - 13 votos  - 4,98%
Vitorino Silva - 7 votos  - 2,68%
Edgar Silva - 3 votos - 2,15%
Henrique Neto - 2 votos - 0,77%
Cândido Ferreira - 2 votos - 0,77%
Jorge Sequeira - 1 votos - 0,38%
Paulo de Morais - 0 votos - 0,00%



ARGEMIL


Vista parcial do bairro antigo

Depois de vários dias em que o nevoeiro não levantou, o dia 24 de Janeiro, dia da eleição presidencial,  amanheceu radioso. O Sol brilhou o dia todo, não havendo pretexto de o tempo estar frio ou chuvoso, para se ficar em casa e não ir votar.



Igreja de São Miguel, padroeiro de Argemil

Com 270 eleitores inscritos na secção, a mesa eleitoral de Argemil é a maior das quatro secções da freguesia.




Carlos - com  new look - um estreante presidente da mesa de voto.



Os eleitores de Argemil exerceram o seu dever cívico na antiga escola primária. Uma hora após a abertura das urnas, apenas dois eleitores e os elementos da mesa tinham votado.




Na mesa eleitoral a juventude está em maioria! Tal situação dever-se-á ao facto de o bairro das Poulinhas ser o mais populoso em toda a freguesia e ser o de população menos envelhecida. 




Eis o mais jovem dos elementos das mesas eleitorais da freguesia!
A sua participação, além de lhe possibilitar a aprendizagem de normas de funcionamento do ato eleitoral, contribui, pela formação adquirida, para o render de gerações no exercício  da vida democrática.




TRAVANCAS


Bairro Além do Rigueiro

Depois de Argemil, passei pela mesa de voto de Travancas, fazendo a ronda pelas quatro aldeias  com o intuito de recolher apontamentos para a postagem.



Torre sineira da igreja matriz de São Bartolomeu, em estilo galaico-transmontano.


Durante a campanha eleitoral não houve sessões de esclarecimento nem se colaram cartazes dos candidatos a Presidente da República, apelando ao voto. Com poucos eleitores para conquistar, Travancas e Roriz ficaram fora da rota dos candidatos. A informação chegou aos eleitores através da comunicação social e das relações de vizinhança.




Filipe, presidente da mesa eleitoral de Travancas




A mesa de voto fica na antiga escola primária e onde agora funciona o posto médico. A secção  tem 172 eleitores inscritos.



Os membros da mesa da assembleia de voto. De acordo com lei eleitoral, a mesa é constituída por cinco membros: um presidente e respectivo suplente e três vogais, sendo um secretário e dois escrutinadores. É necessário que estejam presentes, em cada momento, pelo menos, três membros.




SÃO CORNÉLIO

Vista parcial de São Cornélio

A aldeia de São Cornélio, inicialmente uma quinta, tem o nome de um papa, decapitado em 253 e venerado como mártir. De vistas panorâmicas, situa-se no topo do planalto, na vertente voltada para a Veiga de Chaves.
 


Igreja de São Cornélio, patrono da aldeia





Sr. José Pinto, presidente da mesa eleitoral



Antiga escola primária,  local da secção de voto número três.



Presidente e suplente consultando o caderno eleitoral. O número de eleitores inscritos é 124, o menor nas quatro secções de voto da freguesia.



É uma pena que a publicação oficial dos resultados eleitorais não desça ao pormenor de dá-los a conhecer  por secções de voto pois a votação não é uniforme.

Como é sabido, exemplificando, os eleitores de São Cornélio inclinam-se a votar maioritariamente no PSD enquanto os das demais aldeias confiam preferencialmente o voto ao PS. Assim, a realidade sociológica fica omissa na publicação do resultado global.



Em democracia, "o povo é quem mais ordena", conforme relembrou o Presidente eleito, no discurso efectuado na noite eleitoral.



RORIZ

Vista parcial da aldeia. Um mar de montanhas...

Roriz é uma bonita aldeia de montanha encravada entre a Castanheira e Travancas. No passado, foi lugar de passagem de peregrinos de Santiago de Compostela oriundos da Terra Quente transmontana e que se juntavam, na Galiza, aos espanhóis que percorriam a Rota da Prata.



Igreja matriz de Nossa Senhora da Expectação com torre sineira em estilo galaico-transmontano.

A paróquia de Roriz é antiga, anterior à de Travancas, aparecendo mencionada nas Inquirições Afonsinas de 1258. Na aldeia, tal como nas demais, uma parte dos eleitores aproveita a ida à missa para, no caminho, passar pela secção de voto, para votar. Às 11h30, dos 201 eleitores inscritos no caderno eleitoral, cerca de 40 haviam cumprido o dever cívico.



Sr. Alcino, presidente da mesa  eleitoral de Roriz



A mesa de voto de Roriz está instalada na sede da Associação Cultural e Recreativa.



As mulheres em  maioria, na mesa da assembleia eleitoral. A participação activa do sexo feminino no ato  eleitoral é indício de que a mulher é um ser livre e que a sociedade goza de cultura democrática.



Um NÃO à abstenção.
Mas... que fazer para aumentar a participação dos cidadãos eleitores?




quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Muita Castanha e boa

Preço inferior ao da última campanha

Boa colheita, sinónimo de maior rendimento?  Pode não ser porque o preço da castanha não é determinado pelo produtor.


Nas terras altas da raia já há dez dias que se anda na apanha da castanha.


Este ano fiz a minha estreia, tendo apanhado várias cestas no primeiro dia. Todavia, se andasse à jeira, o patrão ficaria satisfeito com a minha produtividade? Para encher a cesta, com cerca de 10 kg, demorei sempre mais de uma hora!


O senhor Fernando, a dar uma volta nos castanheiros que tem perto da capela do Senhor dos Aflitos, ensinou-me a identificar as variedades judia e longal.



Hoje esteve um lindo dia  de sol de outono. No regresso de ida a Chaves, despachar castanha para o pessoal de Lisboa, passei por São Cornélio e  Roriz. Na primeira aldeia não encontrei ninguém a apanhar castanhas. Em Roriz, no ano passado, neste grande souto não as havia, devido à doença que tinha atacado os castanheiros. Como vi o trator encostei o carro à berma.


Aproximei-me. E quem foi que encontrei na apanha da castanha? A tia e a mãe do Ricardo, o "maçom" de Roriz!


O souto é do povo - ou da Junta? A família trá-lo de renda, a meias.  Em Roriz, tal como em Argemil, há terrenos baldios que são geridos pelas associações de compartes.


"O Ricardo foi para a Suíça". Que pena, pensei eu. Mais um jovem sem esperança de viver  feliz na sua terra. Perde Portugal, ganha a Suiça com mão de obra jovem, disponível para o trabalho, sem ter gasto um cêntimo na sua formação. 


Nem só castanhas se apanham nos soutos. "Gosta de níscaros?". Pelo-me por eles! A mãe do Ricardo, uma simpática senhora que já conhecia, ofereceu-me os que tinha no balde. Mas, como não sei prepará-los, tenho de perguntar ao Delmar ou à Juraci! De certeza que sabem!



Quando regressei a Travancas encontrei o Betinho na pesagem das castanhas. Há cada vez mais famílias  a tirar nelas o rendimento que as batatas deixaram de dar.


Este ano, embora o fruto dos frutos, como Miguel Torga se referia à castanha, já  tenha sido vendido a 2 euros o kg, no momento o preço varia entre 1,80 a judia e 1,10 a longal.  No ano anterior a mais cara chegou a ser vendida a 2,50 euros!



O intermediário de Chaves já tinha o camião quase cheio de sacos de castanha.  Não é o único a vir à montanha comprar castanha. Segundo ele, em São Vicente da Raia, situada a uma cota mais baixa, há pouca. A elevada produção não é geral, portanto!

Estimativas 
Argemil = 20 000 kg
São Cornélio = 2.500 kg
Travancas = 10 000 kg
Roriz = ?


Os magustos são a seguir!
Também estão aí as feiras da castanha em Carrazêdo de  Montenegro e em Vinhais.  Olá, Rural Castanea!  O pessoal de Travancas da Raia vai aí no domingo!




sábado, 17 de outubro de 2015

Ricardo, o 'maçom' de Roriz

E o enigma da cruz egípcia 

Um dos símbolos mais sagrados do Antigo Egito, a cruz ansata ou cruz Ankh, esculpido numa fonte de Roriz, remota aldeia de montanha, junto à raia, intrigou-me. 



Partindo do pressuposto de que não seria obra de trolha mas de mestre pedreiro, conhecedor de símbolos esotéricos egípcios, indaguei desde quando é que a cruz da vida estava na fonte. Quando soube que datava de 2005, portanto, sem  valor histórico como o albergue de peregrinos de Santiago, não fiquei desiludido.



Pelo contrário, quis conhecer o Ricardo, moço de Roriz, autor da cruz egípcia, feita no âmbito de um  exame de aplicação prática de competências, adquiridas num curso de desenho projetista.



"Gosto muito de mistérios antigos... a cruz simboliza a vida, as águas do Nilo..."



O Ricardo não saiu da aldeia; faz parte de uma associação que, embora  já tenha organizado um torneio de futebol, está parada. A falta de jovens é um dos  problemas que aponta para a inércia da associação. A solução, para a revitalizar, talvez passe por incluir jovens de outras aldeias  da União das Freguesias de Travancas e Roriz. Porque não?



Antiga escola primária onde traçou os primeiros desenhos. Dotado de sensibilidade artística, acredita que "a arte responde às nossas perguntas" e que "às vezes as grandes oportunidades aparecem disfarçadas atrás de tarefas árduas".
É assim o Ricardo, tão misterioso como a arte da Terra de Mênfis.



Na união das duas freguesias já tínhamos em Argemil um promissor pintor, o Luís; Agora, no "Ricardo, Coração de Leão" de Roriz, podemos ter um 'rei' arquiteto, mestre na arte de desbastar a pedra, usando o malho e o cinzel. 


"Para mim é gratificante ser reconhecido pelas pessoas da terra"
Quem lhe dá então a mão, para poder mostrar o seu valor  e, assim concretizar o louvável sonho  de ser mestre pedreiro, arquiteto de obras emblemáticas, como os templos de Salomão e de Luxor?