Comoção na partida para a Eternidade
Augusto Santos, carinhosamente tratado por Gostinho, partiu para sempre, aos 47 anos, deixando dor e tristeza entre aqueles que o conheceram e amaram. Um mar de gente despediu-se dele, acompanhando-o até à última morada.
Foi neste lameiro, no Vale da Bouça, pelas 15 horas do dia 10 de janeiro de 2014, que tombou, ad aeternum, um dos homens mais novos da aldeia. O coração de Gostinho parou de pulsar quando andava, como sempre, atrás das vacas, sua grande riqueza.
Em público, era habitual vê-lo nas matanças, nas ceifas, no arranque das batatas, a tocar as vacas, a pisar as uvas no lagar e nos intervalos da labuta, no Café Central, à conversa com vizinhos e amigos.

De compleição robusta, faces rosadas e percetível boa disposição, Gostinho tinha aparência de homem que goza de saúde rija. O coração, no entanto, atraiçoou-o.
Descansa em paz, Gostinho.
À família enlutada: mãe, irmãos e sobrinhos, sentidas condolências pela perda do ente querido.
Se eu morrer antes de você, faça-me um favor:
Chore o quanto quiser, mas não brigue comigo.
Se não quiser chorar, não chore;
Se não conseguir chorar, não se preocupe;
Se tiver vontade de rir, ria;
Se alguns amigos contarem algum fato a meu respeito, ouça e acrescente sua versão;
Se me elogiarem demais, corrija o exagero.
Se me criticarem demais, defenda-me;
Se me quiserem fazer um santo, só porque morri, mostre que eu tinha um pouco de santo, mas estava longe de ser o santo que me pintam;
Se me quiserem fazer um demônio, mostre que eu talvez tivesse um pouco de demônio, mas que a vida inteira eu tentei ser bom e amigo...
Chore o quanto quiser, mas não brigue comigo.
Se não quiser chorar, não chore;
Se não conseguir chorar, não se preocupe;
Se tiver vontade de rir, ria;
Se alguns amigos contarem algum fato a meu respeito, ouça e acrescente sua versão;
Se me elogiarem demais, corrija o exagero.
Se me criticarem demais, defenda-me;
Se me quiserem fazer um santo, só porque morri, mostre que eu tinha um pouco de santo, mas estava longe de ser o santo que me pintam;
Se me quiserem fazer um demônio, mostre que eu talvez tivesse um pouco de demônio, mas que a vida inteira eu tentei ser bom e amigo...
Chico Xavier
Com o término da caminhada terrestre, finda a alegria de encontrar mais cogumelos gigantes.
Fiel amigo, de sentinela à vacaria do dono, que não volta mais.
Adeus, até à Eternidade






























